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Campanha em Erebor – Cena 2 – Hardhart

23/06/2013
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Campanha em Erebor – Cena 2
Hardhart

Cem léguas. Cem dias. Cem palavras.

Cem léguas eu havia andado desde o salão de meu senhor Beorn. Não há caminhos retos entre a Grande Floresta e a Montanha Solitária. Floresta das Trevas era o nome daquelas matas para muitos. Para mim, é a Grande Floresta. Pois sei que as trevas são passageiras, as altas árvores não.

Cem dias, e cem palavras. Como mensageiro dos beornings, eu tinha cem palavras para dizer ao rei anão, e só a ele. Certas coisas não devem ser formalizadas em carta. E, finalmente, cem dias de liberdade. Eu já não tenho mais memória de quando foi meu último período sem tarefas, desde que me lembro por gente tenho algo a fazer, algum lugar a ir, alguém a guiar e proteger.

Mas na última lua recebi a autorização de meu senhor para trilhar meu próprio caminho – Um caminho de cem dias, após as cem palavras.

(…)

A Grande Floresta ficara pra trás, e apenas um dia de caminhada me separava da Montanha Solitária. A recepção de uma boa cerveja anã instigava minhas pernas a continuarem, ignorando o cansaço.

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A bela paisagem a minha frente iluminada pelo sol maquiava o perigo daquela região. Chegara a meus ouvidos que grupos de orcs foram avistados nessa área mais vezes do que deveriam nos últimos tempos, e os jangadeiros do Rio Corrente já manifestavam a necessidade de proteção. Que senhor protegeria aquela terra sem dono? Discussões acaloradas viriam logo logo…

Mas subitamente minha atenção foi presa a um novo elemento, claramente destoante do redor. Um membro do povo esguio também andava por aquela paragem. Sempre tive dificuldade de diferenciar o sexo dos elfos, mesmo próximo. A distância então, nem me esforcei a fazê-lo. Enquanto pensava porém, meus passos foram levados em direção a ele/ela. À distância de uma flecha fui notado, e o esguio parou de caminhar e me esperou. Era uma elfa, e acredito que sua beleza era digna de nota mesmo para seu próprio povo. Faltava carne, é claro, mas sua aparência frágil possuía uma graciosidade que para nós homens era sobrenatural. A primeira vez que vemos um elfo em combate é sempre um misto de surpresa e admiração pelos movimentos.

“- Salve filha da floresta, que notícias traz à essas paragens?”

Silêncio constrangedor…

(…)

Cada um pelo seu caminho, tanto melhor. Andei por todo o dia, e com a luz das estrelas fiz minha parada. Já era possível ver ao longe as fazendas mais externas de Valle. Os orcs não se atreveriam a aparecer essa noite.

Eu corria pela vegetação rasteira, e o mato na altura do meu rosto já era suficiente pra me dizer que seriam mais um daqueles sonhos.

Subitamente minhas patas começaram a se afundar no solo, agora úmido. Havia um rio por perto. Encontrei-o, e enquanto seguia seu leito corri mais rápido. Havia algo que me chamava mais a frente.

E então eu vi – orcs, um grande grupo. Cercando uma elfa. A elfa.

Mensagem captada.

Levantei num salto e já comecei a correr. Foi-se o tempo em que eu duvidada do conteúdo dos meus sonhos.

Em pouco tempo meu instinto me levara à trilha certa, e então avistei a cena. Rowenna estava encurralada, e o número de orcs era suficiente pra destruí-la. E provável que a mim também. Mas qual seria a graça se fosse fácil?

(…)

Saímos do rio corrente somente quando chegamos a uma fazenda. As flechas ainda ardiam no meu ombro, mas no momento só me preocupava com a grande quantidade de sangue que Rowenna perdera. Fora por pouco, mas conseguimos fugir, e menos orcs voltariam para seus buracos sujos nessa noite.

Recebemos ajuda dos fazendeiros, e depois de tratarmos os ferimentos superficialmente, arranjamos uma carona até Valle.

A mensagem de Beorn chegaria até Dáin.

Beornings

Beornings

Próxima Cena: Campanha em Erebor – Cena 3 – Rowenna

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5 Comentários leave one →
  1. m4lk1e permalink
    23/06/2013 23:30

    Simplesmente foda!

  2. 24/06/2013 11:20

    Fodástico!

  3. 25/06/2013 11:53

    Adoro o tom que vocês adotam nas narrativas, e gostei que de fato a cena de luta foi omitida, deixa o que aconteceu por conta da imaginação.

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