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O Um Anel – Uma opinião parcial

25/08/2012

No grupo da RedeRPG do Facebook, acabei entrando numa discussão amigável sobre o O Um Anel (The One Ring) – mais novo RPG de Senhor dos Anéis da autoria de Francesco Nepitello, lançado originalmente pela Cubicle 7, e agora em processo de tradução pela Devir aqui no Brasil.

Tive  a experiência de testá-lo na World RPG Fest 2012, e baseando-me nessa impressão imcompleta, bem como no que já li a respeito sobre ele no próprio site da Cubicle e em outros lugares da deep web, construí uma opinião sobre o mesmo.

É uma opinião totalmente PARCIAL, e provavelmente incomodará muitos. Então, é justo traçar um contexto antes de ir às críticas propriamente ditas:

1 – Sou apaixonado pela obra do Tolkien
2 – Criei uma expectativa imensa quando vi que o Nepitello lançaria um RPG do Senhor dos Anéis (ele é autor do War of the Ring, o melhor boardgame que já joguei).

3 – Não li os livros, e sim um resumo que a Devir traduziu pra gente poder narrar na World RPG Fest. Ou seja, posso falar besteira por falta de conhecimento.

Mas, mesmo correndo o risco de falar asneiras, vou dar minha opinião mesmo assim (com agradecimentos ao Diogo Nogueira, que corrigiu minhas gafes):

O jogo é bom, mas eu não senti nenhuma mudança radical nele. Quando eu joguei CODA pra valer, numa campanha, fiquei fascinado pelo sistema de magia deles, achei um trabalho totalmente fiel, verossímil e aplicável no RPG (embora tenha achado o sistema de níveis de vida, armadura e batalha em geral péssimo).

O Um Anel simplesmente não me cativou com nenhuma mudança mecânica. Ao contrário, achei horrível o conceito de posições de combate para definir a “CA” dos monstros e personagens, bem como sua iniciativa. O lance de gume, perfurar, trauma e o diabo a 4, idem. No combate os personagens perdem resistência, e o único jeito de ferir alguém numa batalha é conseguir tirar  o valor do gume (usualmente um sucesso decisivo) da arma no dado. Além disso, é necessário que o jogador que (possivelmente) será ferido role sua armadura (com bônus de elmo) para ver se ele consegue resistir o golpe ou não. O nível de dificuldade será o valor de trauma da arma.

Se resistir, ele espana a poeira e continua lutando normalmente, se não, ele sofre um ferimento e sofre as consequências (um personagem duas vezes ferido cai inconsciente). Pra que tanta rolagem meu Eru?!

Os Pontos de Esperança me irritaram na minha experiência, mas o Diogo Nogueira já me convenceu que isso se deu pelo formato one-shot da mesma. Então, aí vai uma dica: se alguém for narrar O Um Anel numa one-shot, reduza os pontos de esperança dos personagens para no máximo 3, fazendo o favor!

Por último, mas não menos importante:

Fiquei bem descepcionado com o modelo de negócios dele. Uma caixa com dois livros que retratam apenas o leste das Montanhas Sombrias em um período específico de tempo (Terceira Era logo após a aventura de Bilbo) e apenas com alguns povos (bardings, beornings, homens do lago, anões, elfos de mirkwood e hobbits). Isto é o core do RPG.

O resto será lançado em suplementos, na medida que forem sendo produzidos. Já há confirmado um suplemento só pra Rivendell,  o que nos faz inferir que haverá suplementos individuais para Gondor, Rohan, Lórien, Condado e outras localidades importantes…

Kiss my arse!!!!
Caça-níquel do caramba! Como que eu vou comprar um RPG de Senhor dos Anéis que eu não posso construir um personagem de Rohan? Ou um elfo dos Portos Cinzentos?

Qualquer fã é OBRIGADO (quem é fanático me entenderá) a comprar os suplementos. Ou seja, vai gastar metade da fortuna de Smaug para poder construir personagens e ter ambientações de povos, épocas e lugares diferentes.

Porr@!

Bom, pra concluir:

O RPG é bom, tem ilustrações incríveis, alguns conceitos interessantes e ele consegue ser mais enxuto que as outros RPG da TM, como MERP e CODA. Aconselho a quem quiser uma resenha de verdade, com mais imparcialidade,  a ler esse post no Pontos de Experiência. O Diogo gostou do Um Anel, e escreveu uma opinião mais alegre, e talvez mais justa.

Ressaltando, peço que antes que me julguem entendam:

Este post é mais um desabafo de um aficionado por RPG e Tolkien. E é uma leitura totalmente PARCIAL e PESSOAL. Eu espero que a Devir (e a Cubicle 7) venda horrores o RPG, e que todo mundo fique feliz com ele. Porque ele é bom!

Mas eu esperava mais.

EDIT: Relato atualizado dO Um Anel, após ler os livros e jogar uma campanha completa usando o sistema:  https://aventurandose.wordpress.com/2014/11/22/sistemas-e-cenarios-o-um-anel/

 

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4 Comentários leave one →
  1. 25/08/2012 03:17

    Então, não é que o personagem só seja ferido se tomar o Piercing Blow. O lance é que Piercing blow são ferimentos que podem ser fatais, e os ferimentos mais comuns vão deixando o personagem cansado e prejudicado.

    As rolagens em combate nem sei se são tantas. Rola-se só uma vez, o dano é fixo, e varia só com a qualidade do sucesso. Se um número do gume for tirado, o o alvo só faz o teste de resistência, e pronto. No máximo dois rolamentos. D&D é só um rolamento para acertar, mas rola-se o dano das armas, então não sei se faz tanta diferença.

    Quanto aos pontos de Esperança, eu já tive personagem em one-shot se corrompendo pelas sombras por ter gastando esperança demais. heeheheh Anões começam com menos, elfos com pouco também. Hobbits é que tem bastante.

  2. m4lk1e permalink
    25/08/2012 11:47

    Não vou negar que gostei do jogo como ele se desenrolou, mas devo admitir que eu esperava mais do playtest (pois muitas coisas da planilha não foram usadas). Mas, pelas CINCO HORAS em que jogamos, foi bem divertido – e, graças à minha sorte, o Beorning Beran das Montanhas tornou-se um baita herói… *_*

  3. 09/05/2013 10:32

    Levei em consideração todas as resenhas antes de comprá-lo (inclusive essa) e concordo sobre os Caça Niqueis. Quanto ao sistema, nós narradores/mestres temos o poder pra moldá-lo de acordo com a proposta do jogo. Já tenho três seções com o material (cada uma de 4-5 horas em média) e estou curtindo muito. Obrigado pela resenha.

    • 16/05/2013 00:26

      E obrigado pelo comentário Jef!

      Estou pra começar uma campanha com o ToR agora, estou curioso pra ver como vai ser.

      Quem sabe não faço uma nova resenha no futuro?

      Abração!

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