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Biblioteca de Heróis – Norman Peewie Chariott

24/08/2018

Um pouco de alho amassado, sal, e… por que não? Pimenta.
Afinal, aquele dia era uma data especial. 8 anos juntos, 2 crianças saudáveis, uma casinha de sapê… o que mais Norman podia querer?

Enquanto terminava de temperar o frango, e começava a cortar o quiabo, Norman pensava na sua vida nos últimos anos. Ele trabalhava como cozinheiro na taverna local, e seus guisados e assados (especialmente frango com quiabo), já eram conhecidos em toda região de Trás-dos-Montes. Nada mal para o filho do moleiro, agora conhecido como “Mestre NPC”.

No entanto, e Norman Peewie Chariott não suspeitava disso, sua esposa havia acabado de deixar sua casa, junto com seus dois filhos. Rosalinda partiu ainda de madrugada, enquanto seu marido dormia o sono dos justos. Ela sabia que se continuasse ali sua vida nunca mudaria, e seus filhos teriam, provavelmente, o mesmo padrão de vida dos pais.

E eles teriam que continuar dormindo sobre a palha no chão.

E ela nunca conseguiria ter seus próprios brincos, como a Senhora de Trás-dos-Montes tinha.

E ela teria que continuar fingindo que gostava de frango com quiabo.

Seria difícil explicar sua decisão pra Norman. Na verdade, quase tudo era difícil explicar pra ele…

(…)

Já faziam 6 semanas.

Quando a irmã de Rosalinda contou para Norman que sua esposa o deixara para fazer parte do harém do Duque, tudo o que NPC sentiu foi um vazio.

Por que ela fez isso? A vida deles era tão boa, tão tranquila. Ele não conseguia entender.

Outra coisa que ele não conseguiu entender foi quando um velho viajante lhe deu uma pequena miniatura, no seu último dia na taverna. O ancião de vestes roxas adorou o seu frango com quiabo, e quando NPC contou que ele partiria em viagem para rever seus filhos, o viajante o presenteara com uma pequena casinha, toda colorida: “Isso vai lhe servir mais do que você imagina, filho”.

Como uma minúscula casa de bonecas poderia lhe servir?

Foi somente quando Norman derrubou, sem querer, um pouco de sopa na casinha que ele percebeu.

Até ele conseguia entender o que era magia.

(…)

Barba Branca era o nome dele. Todas as grandes cidades eram administradas por um mago naquele ducado, e Termenite era a cidade mais próxima de Trás-dos-Montes. Norman sabia que ele precisava da ajuda de um mago para poder ter acesso ao castelo do Duque, e era lá que ele tentaria sua sorte.

No entanto, sem ao menos ter a chance de solicitar algum favor à Barba Branca, Mestre NPC pisou nos calos (literalmente) do mago, e, como punição, recebeu a pena de trabalhar na taverna de Termenite até o fim de suas vida. Vendo isso como uma oportunidade de cair nas graças do chefe da cidade, Mestre NPC seguiu à risca o que era esperado dele.

E trabalhou, e temperou, e cozinhou, e trabalhou mais e mais.

Mas o vazio continuava. Norman ainda sonhava com seus filhos: com a risada doce de Macy e o sorriso travesso de Tom. O mestre cuca tinha poucas posses ou bens, e quase tudo que ele produzia era voltado aos seus clientes. Mas seus filhos eram seus filhos, e Rosalinda estava enganada se ela achava que Norman não lutaria para tê-los de volta.

(…)

Foi em uma noite sem luar que um grupo de encrenqueiros apareceu na cidade. Eles bagunçaram toda a taverna, e até invadiram a cozinha – o santuário de Norman. Depois de alguns gritos, cutelos voadores e uma porradaria sem sentido, a trupe pediu ajuda à Mestre NPC. Eles eram prisioneiros de Barba Branca e queriam sair daquela ditadura, de preferência com os elfos que eram utilizados como escravos na cidade (um dos baderneiros, Adrian, também tinha orelhas pontudas).

Era a primeira vez que alguém pedia ajuda à Norman. Normalmente as pessoas o viam como um reles elemento da paisagem, uma espécie de mobília que era tão útil quanto uma cadeira confortável. No entanto, aqueles baderneiros olhavam para NPC de outro jeito: eles esperavam algo dele.

E Norman não iria decepcioná-los.

O cozinheiro uniu-se aos bandoleiros, e, com a ajuda de um gladiador famoso que visitou Termenite, conseguiram fugir do território de Barba Branca (mas, infelizmente, deixando os escravos para trás).

Por indicação do pugilista foram parar em Builassa, cidade de Barba Negra, mago muito mais razoável. Lá os aventureiros (nome que os baderneiros ricos recebiam – os baderneiros pobres eram só baderneiros mesmo) logo caíram na graça do mago, que viu a possibilidade de ter um grupo de capangas fazendo diferentes serviços para ele: cobaias para experiências mágicas; colheita de ervas mágicas em cavernas profundas; coleta de ovos de salamandra.

Nessa última empreitada Norman se viu numa das situações mais bizarras de sua vida: acuado por lagartas que cuspiam fogo, o cozinheiro usava sua tampa de panela para empurrar as criaturas pra longe, enquanto tentava, em vão, espetar a lagartona (que delicioso assado ela daria!) que abocanhava seu amigo elfo. Sangue de animais era algo que o cozinheiro estava acostumado a lidar, mas o sangue de humanos o assustara, e por pouco o seu próprio não se juntou ao de seus colegas, muito mais fortes que eles.

O plano deu certo, no entanto. Mais rápido do que esperavam, os bader… aventureiros caíram nas graças de Barba Negra. Norman, inclusive, ofereceu um jantar pra ele dentro de sua taverna mágica, usando algumas das ervas especiais que eles encontraram nas cavernas.

O resultado?
Barba Negra agora era Barba Verde, assim como todos os cabelos e barbas de seus colegas. Com o clima descontraído, o cozinheiro finalmente deu sua cartada final, e pediu o favor ao mago. Com um misto de insistência, bons argumentos e uma dose caprichada de boa sorte, Norman conseguiu o salvo conduto para uma visita, de 1 hora, ao Duque.

Seria o suficiente.

(…)

Norman planejava uma despedida curta com seus colegas, afinal ele suspeitava que não voltaria a vê-los. Afinal, tudo era passageiro na vida de Norman: seus cozidos, seus clientes, seu (pouco) dinheiro, e, pasmém, até sua família.

No entanto, e Mestre NPC não estava preparado para isso, Adrian, o ranger do grupo, disse que iria ao castelo junto com o cozinheiro: “Você me ajudou antes, é minha vez de retribuir”.

Era a primeira vez que Norman encontrava um amigo em sua vida. Até Jack, o burrico, teimava com NPC, mas o elfo, sem ao menos ser solicitado, estendia a mão para o cozinheiro quando ele mais precisava.

Os dois foram com Barba Verde para um círculo mágico, sendo teletransportados para o grande salão do castelo do Duque, que já o aguardava.

Ah sim, o cozinheiro. Pois bem, o que posso fazer por você?”.

Sua voz era monótona, beirando a impaciência. O descaso recheava as palavras, e os olhos estavam salpicados com desprezo.

Vim aqui para ter meus filhos de volta”.

Risos.

Quem?”

E ali estava ela, Macy. A jovem Macy, a Macy de Norman. A pequena vestia um avental sujo, limpando o chão. A voz de seu pai a atraiu, interrompendo seu trabalho. Um tapa de um dos guardas a colocou de volta à realidade.

O sangua de Norman começou a ferver.

Ah, a faxineira é sua filha? Vai me dizer que você é o ex-marido da rameira que trouxe os fedelhos? Se os quer, pague o preço: Mil peças de ouro cada”.

Preço. Aquele imbecil que permitia escravidão em seu ducado também dava preço às pessoas. A seus filhos.

Preço? Como ousa?” – a paciência de NPC estava entrando no ponto de ebulição.

Claro, todos tem seus preço. Outros mais, outros menos – como sua ex-mulher, que foi bem barata”.

Foi o suficiente. Em um movimento rápido, Norman pegou uma de suas facas no avental e a arremessou em direção ao Duque.

Errou por metros.

Os guardas sacaram as espadas e foram na direção do cozinheiro, mas o Duque os interrompeu. Haviam duas pessoas com raiva naquele momento.

Como ousa atacar o Duque?”, bradou.

Sou cozinheiro, sei lidar com animais que merecem ser abatidos. Duque? Você não passa de um porco que escapou de entrar no forno”.

Cordas das bestas se retesaram, mas o fidalgo orgulhoso viu a oportunidade de se divertir naquela tarde:

Quer brigar, cozinheiro? Pois bem, eu e você então, pela liberdade de seus filhos”.

Não precisou falar duas vezes. Enquanto o Duque desembainhava sua longa espada, cravejada de jóias e outros rococós que provavelmente custavam mais que toda Trás-dos-Montes (com Senhora e brincos inclusos), Norman partiu para cima do tirano com tudo o que tinha: um cutelo, uma tampa de panela e muita, mas muita raiva.

Surpreso, o porco mal teve tempo de evitar uma cutelada, que quase arrancou sua cabeça. A resposta, no entanto, veio de alguém que havia treinado esgrima com os melhores espadachins da região: a lâmina atravessou tampa de panela, avental e carne, perfurando órgãos de um cozinheiro que movia por puro ódio.

Gritos de Macy, flechas de Adrian.

E agora, cozinheiro?”

Puxando a lâmina pra dentro de seu corpo, Norman trouxe o Duque perto o suficiente. Dessa vez seu cutelo foi de baixo pra cima, arrancando um pedaço da orelha do fidalgo, que, pela expressão em sua cara, não via seus próprio sangue há tempos.

Ahhhhhhhhhhhhhhhhh!!”.

Enquanto Norman caía, envolto em dor e sem forças para manter seus olhos abertos, ele ouvia passos a todo seu redor. O tempo passava vagoroso, e seu corpo te passava um misto de sensações: dor, pequenas mãos o tocando, dor, alguém o carregando, dor, gritos, som de teletransporte, dor, mais gritos.

E escuridão.

(…)

Hoje qualquer viajante que vá até Builassa vê uma lápide do lado de fora da cidade. Não há nenhum nome ou escrito na pedra, mas sim uma panela, entalhada na superfície – símbolo incomum em objetos do tipo.

Se o viajante ficar na área tempo o suficiente, ele verá que um burrico sempre pasta por aquele local, tentando morder qualquer um que aparente não respeitar o monumento.

Orcha CC

Artist: Nobuteru Yūki

Chico’s Guide to D&D classes

18/08/2018

Some weeks ago I wrote a short guide to the D&D classes for my friends who were going to play RPG for the first time. It was something in between an invitation for them to read more about the game, and a reference manual for those who were lacking time.

Since all of them pick a class, and I got some nice comments about it, I felt it was quite successfull. Therefore, I decided to post it here, sharing my thoughts and opinions with you all:

Hello dear friends and volleyballers!

As I wrote to you earlier, I am here to help you choose your character :)

My point here is not make a literature review about styles, characterization and roles, but give a brief introduction to the available D&D classes. This might help those of you who are short on time to make a choice, and, perhaps, stimulate others to do research on your own! To help you with that, I will also add some useful links. Check them if you want, but unless Alex says it’s a must, I wouldn’t say it’s required.

So, before I actually start talking about classes, I will highlight a very important thing: This is Chico’s view on D&D classes. Thus, it’s  non official, non recognized by the community and probably labeled as heretic by some hardcore gamers… Still,  I hope it can be useful for you :)

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BARBARIAN

Think on Conan.

And now, please picture him: few clothes, loads of muscles, broad ‘n sharp sword, enemies being cut like butter…

The Barbarian is the most brutal class in Dungeons and Dragons, and I do not use this word in vain…

Yet, besides strength, they also have some very nice traits!

Inspired by the Viking berserkers, Barbarians can enter on rage to receive special powers, pursuing their hunger for… something (which you decide!)

Being raisen far from cities, they can be a very nice source of roleplaying, especially in an environment which requires finesse and etiquette. Lots of fun :D

This doesn’t mean Barbarian are stupid guys, but they have their own tribal traditions and views of the world: the Goldmoon character in the Dragonlance chronicles is a perfect example on this.

Short guide: https://merricb.com/2018/02/13/playing-a-first-level-barbarian/

Very complete guide – http://www.giantitp.com/forums/showthread.php?389546-I-ll-NEVER-Die!-(A-Guide-to-the-5E-Barbarian)

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BARD

I always like to imagine bards as Cacofonix (from Asterix).

It’s not like they all sing badly and scare other people, but it’s to show how different they are, and how uncanny their powers can be.

For those who haven’t read Uderzo and Goscinny’s books: it rains everytime Cacofonix sings… (definitely a protest from the Gods).

Bards are great classes for those who enjoy being diplomats, scoundrels or – why not – musicians.

They have lots of Charisma, and few tricks under their cuffs which can be very useful. Considering the 5.0 edition of D&D, I simply LOVE the Vicious Mockery attack: You make a joke of an enemy and it gets disadvantage on his/her next attack roll!! Hahahaha

Bards are usually good on skills and some type of spells, so I would say it’s a quite flexible type of class.

Short guide: https://geekandsundry.com/the-complete-beginners-guide-to-starting-a-bard-in-dd/

Very complete guide: http://www.giantitp.com/forums/showthread.php?427508-Player-s-Gonna-Play-A-Bard-s-Guide

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CLERIC

You might not want to follow the celibate life of a catholic priest, but clerics in D&D are actually very interesting, since they have a wide range of deities to pick, including Gods of Luck, War, Light, Forests and so on (check with Alex about different gods in his own scenario). Differently from other spellcasters, Clerics use divine spells, since their gods provide their magic, based on their faith.

Think on holy symbols. Think on a class which can have very powerfull spells and still wear a fucking huge armour.

Think on the inquisition if you like…

Until very recently I wasn’t fond of clerics, but I decided to have a cleric character in my first 5.0 campaign, and I had a lot of fun with him.

They can be very useful in the parties, healing allies, blessing their comrades and giving more damage to undead creatures.

Besides, it can be a great opportunity to annoy your friends to pray with you, or shout a God’s name in the most odd opportunities.

Believe me, do not think clerics are dull!

Short guide: https://geekandsundry.com/the-complete-beginners-guide-to-starting-a-cleric-in-dd/

Complete guide: http://www.giantitp.com/forums/showthread.php?374604-The-Devout-and-the-Dead-a-guide-to-Clerics

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DRUID

My current class in a RPG campaign I’m playing, and one of my favourites classes in D&D.

Think on those old chaps with long beards and hippie tattoos on their body… Druids are directly related to nature, and while they might see a panther killing a deer as something trivial, they probably don’t think the same about that lumberjack who is cutting down that old oak.

In fact, the oak is called George, and they know each other for more than 30 years now. I hope the lumberjack can run very fast…

Druids have nature-theme spells (like controlling plants, talking to animals, charming beasts), and a very special and nice ability: they can transform themselves in animals, which can be a very handy ability in several environments (who would look twice at a stray dog around the duke’s castle?), and also, depending on the choices you made, a very deadly combat skill, since you might be able to transform in a brown bear already at level 2.

Short guide: https://geekandsundry.com/the-complete-beginners-guide-to-starting-a-druid-in-dd/

Complete guide: http://www.giantitp.com/forums/showthread.php?545558-5e-Druid-Handbook-Dreams-Land-Moon-and-Shepherd&p=22693950#post22693950

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FIGHTER

A soldier. A mercenary. A knight. A peasant with a sword and a shield…

Everyone can be a fighter, but not many can keep being a fighter for long: that’s the difference between heroes and guards.

Fighters are martial combats, being able to follow different fighting styles… Do you wanna protect your friends with a long shield? Ok. Do you wanna be a bow master? Ok. Do you wanna use two swords and spin like a helicopter? Go for it.

In fact I have rarely played as a fighter, but they have learned my respect.

Fighters quickly learn to have more than one attack (which is nowadays quite rare for a character in 5.0), being very fierce warriors.

Fighters are usually spellcasters’ best friends: It’s always good to have a reliable person next to you when your strong spells have all been used :P

Think on Boromir of Lord of the Rings, Dwalin in The Hobbit… these dudes know how to put fear in the heart of their enemies!

Short guide: https://geekandsundry.com/the-complete-beginners-guide-to-starting-a-fighter-in-dd/

Complete guide: http://www.giantitp.com/forums/showthread.php?373134-Know-Your-Enemy-A-fighter-s-handbook

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MONK

Shaolin. Barefeet. Barehands.

One-hit, one man down. Secret knowledge. Ninja. Avatar (bald one). Zen. Moving as fast as lightning.

“Don’t worry, I do not carry any weapon with me :D”

Monks are martial artists inspired by asian traditions of kung fu and other martial arts.

They either use no weapons or those wierd ones which Western-people naturally fail into mastering.

There are different monastic traditions in D&D 5.0, broadening the monk options, giving them a short (but interesting) range of spells to use, besides kicking, punching, elbowing and kneeing enemies. They use their “Ki” to use these abilities, so you can randomly shout IT’S OVER 9000!!! while playing, and at least your friends who have watched Dragon Ball Z will laugh.

Your enemies probably won’t, because a fucking monk can use a Ki to attack 3 or more times in a row.

It hurts.

Short guide: https://geekandsundry.com/the-complete-beginners-guide-to-starting-a-monk-in-dd/

Complete guide: http://www.giantitp.com/forums/showthread.php?430328-The-Good-the-Bad-and-the-Monk-a-5e-Monk-guide

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PALADIN

Now that I have stopped to think about it, in my 15 years experience playing D&D, I have never played as a Paladin!

I simple dislike their concept and overpower skills, but I will do my best to not be (much) biased here.

So, do you remember the cleric?

Paladins are similar, but instead of praying and using spells, they pray and smash enemies.

Paladins are earth representatives of the gods, “following their will and guidance”.

My favourite paladin is Miko Miyazaki, of the great Order of the Stick series. She was so blindly certain about her god’s will that suddenly she turned into a villain (perhaps now it’s the best time to think on the inquisition…)…

Ok, fuck, I am biased.

But hey, if the concept is appealing to you, do some research about it :D

Short guide: https://geekandsundry.com/the-complete-beginners-guide-to-starting-a-paladin-in-dd/

Complete guide: http://www.enworld.org/forum/showthread.php?468742-GUIDE-Oathbound-The-Paladin-Guide

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RANGER

Aragorn. Strider. Elessar. Estel. Thorongil.

As any Tolkien fan can notice, Aragorn is a great example of a ranger: skillfull fighters who can use melee and range weapons to damage enemies, besides knowing enough about the environment to be able to track hobbits in a warzone. Yep, they have my respect.

Moreover, in D&D you will be also able to use some spells, nature-themed ones.

Although I have played as a ranger several times in the past editions, I haven’t played or played with one in the 5th, so I don’t know much about it now.

Rangers are my favourite class though, I like the idea of being able to cut someone with my sword, shoot it with my arrow or just calling for my wolf to bite its ankles.

Rangers are usually protectors, related to some area or habitant.

Why did you started an adventure life? Check the last paragraphs of this text.

Short guide: https://geekandsundry.com/the-complete-beginners-guide-to-starting-a-ranger-in-dd/

Complete guide: http://www.giantitp.com/forums/showthread.php?374666-Not-All-Who-Wander-are-Lost-A-Ranger-s-Guide

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ROGUE

The rogue is usually the jack-of-all-trades of the party, with his/her broad range of non-combat skills, particularly those which only the rogue can have, such as finding traps, picklocking or pickpocketing. A bunch of strong lads is useful, but you know, without Bilbo Baggins Smaug would never been defeated.

And sneak attack… Oh yeah babe, sneak attack is sweet.

You might be short, very thin or as strong as a child, but you know where to hit: kick the balls, stick it in the eyes, stab the liver.

Artemis Entreri from the Drizzt series is a great (and scary) example of a rogue as well.

You can be the nice kind of rogue… and you can be Artemis Entreri.

Short guide: https://geekandsundry.com/the-complete-beginners-guide-to-starting-a-rogue-in-dd/

Complete guide: http://www.giantitp.com/forums/showthread.php?395706-Person_Man%92s-5E-Rogue-Guide

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SORCERER

Some spellcasters receive their powers from the gods, others from spirits, others from books…

Not you. You inherited it from your bloodline [Insert kickass character background here].

Sorcerers have fewers spells options to use, but they are able to change/boost their effects, which can be very handy.

As with happens with other spellcasters, they are usually not the ones in the first row of a battle, but they are the one who can throw a fucking Fireball out of their hands, so no reason to see them as cowards. People usually see them as friends, because it’s better to befriend a sorcerer than be a future pile of ash.

Besides, since Sorcerers rely on Charisma, they can be very sympathetic.

I always enjoy roleyplaying sorcerers, and, as the bard, they can be very good diplomats (and scoundrels).

Short guide: https://geekandsundry.com/the-complete-beginners-guide-to-starting-a-sorcerer-in-dd/

Complete guide: http://www.giantitp.com/forums/showthread.php?377491-Guides-Tables-and-other-useful-tools-for-5E-D-amp-D

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WARLOCK

And here I found another class that I have never tried.

Warlocks are spellcasters who have their ability due to do some pact with spirits… yes, it sounds evil and there are great chances of actually being evil, but not necessarily. There are good spirits too, and as it happens with the sorcerer, this class is great to explore you character’s background.

They have access to some wicked spells. I once had a warlock in my party which could heal himself everytime he killed an enemy. Creepy…

I know I’m not being very useful here, so please take a look at one of these if you feel interested:

Short guide: https://geekandsundry.com/the-complete-beginners-guide-to-starting-a-warlock-in-dd/

Complete guide: http://www.giantitp.com/forums/showthread.php?485736-Selling-your-Soul-at-a-Premium-The-Warlock-s-Guide-to-Power

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WIZARD

Last but not least: Wizards!!!

Perhaps the closest we have to PhD students in D&D: the nerdy folks who spent hours everyday reading their books and doing research.

What do they research? The boundaries of time and space, the own nature of reality…

Wizards can use all sort of spells, thus being very diverse in their powers (D&D has hundreds of spell options. My advice: do not pick this class if you don’t want to do some research to prepare your character). You can make illusions, conjure magical beings, put people to sleep, send magic missiles, create light…  Your only restriction is your amount of spells/per day, and your low amount of hit points. As I said before, wizards are quite often best friends to fighters.

Think on Dumbledore, think on Merlin.

Think about the possibility of having magical solutions for problems which seem unsolveable (and lack solutions for other kind of problems, such as swimming to the other side of a river, for example :P).

Short guide: https://geekandsundry.com/the-complete-beginners-guide-to-starting-a-wizard-in-dd/

Complete guide: http://www.enworld.org/forum/showthread.php?450158-Treantmonk-s-Guide-to-Wizards-5e

Regardless of the class you pick, think on this: why did your character followed this career?

Did he/she have the option to choose, or it was imposed to him/her?

Why did it happen?

That’s it folks, I hope you enjoyed Chico’s guide to D&D classes.
I actually enjoyed myself writing this, I will post it in my RPG blog :)

See you guys on Monday,

Chico

D&D classes - Caverna do Dragão

Who do you wanna be? Source: 9GAG.com

Um comum entre heróis

22/07/2018

(English below)

Há algumas semanas combinei de jogar RPG com alguns amigos na Holanda. Eram minhas últimas semanas no país, e há tempos eu queria rolar uns dados com meus camaradas. Com exceção de um deles, todos os outros nunca haviam jogado meu hobby favorito, e era nossa oportunidade de criarmos algumas histórias juntos.

Nosso amigo veterano se propôs a narrar Dungeons e Dragons pra gente, logo eu e meus outros colegas assumimos o papel de jogadores. No entanto, no dia que nos reunímos pra criar nossas fichas, o que poderia ser mais uma mini-campanha transformou-se em um desafio inesperado. Nosso mestre pediu pra rolarmos os dados para os atributos, e eu, fazendo jus às minhas características inatas de pé-frio, obtive a seguinte rolagem:

5; 7; 8; 9; 9 e 10.

Para aqueles que não estão familiarizados com o D&D, o valor padrão de um humano comum é 10. Um 12 representaria alguém treinado para algo, 14 alguém MUITO bom em algo, 16 um mestre nesse algo, 18 alguém sobre-humano, e 20 algo único. Mas não, entre todos meus atributos, o meu melhor era um 10. Ou seja: o melhor do meu personagem equivaleria ao humano mais ordinário e medíocre.

Após o natural acesso de riso entre todos nós (eu incluso), olhei para o mestre e ele respondeu: “Good luck with that”.

E assim começou uma das campanhas mais incomuns que já joguei, que compartilharei aqui com vocês, em 2 posts.

Um comum entre heróis

Uma das premissas básicas que sempre tive ao analisar Dungeons & Dragons, fora a importância de ter um equilibrio entre os personagens dos jogadores. Uma diferença entre níveis de poder é quase que inevitável, mas todo personagem deveria ser capaz de contribuir no resultado final – várias engrenagens que rodam uma máquina.

download

Dito isso, como lidar com um personagem que era EXCEPCIONALMENTE mais fraco que todos os outros? Meus amigos, não sendo marcados pela marca da má sorte como eu, obtiveram rolagens entre 10 e 18, criando os típicos heróis em que o jogo se sustenta. A pergunta era: como que meu personagem poderia participar de um grupo desses?

Meu primeiro pensamento foi de como burlar esse problema. Pedi ajuda aos meus amigos brasileiros que estão habituados a jogar D&D, e recebi alguns conselhos úteis: “Jogue de druida da Lua, a forma animal vai te possibilitar usar os atributos das bestas, e não os seus, que são ridículos”, e também: “Jogue como clérigo, fique dando bônus e curando seus aliados, pelo menos você vai ser útil e vai ganhar a simpatia deles”.

Por outro lado, apesar de de estatisticamente muito valiosos, esses conselhos iam contra o que eu havia pensado pros meu personagem. Nas 2 únicas campanhas de D&D 5.0 que joguei, meus personagens eram justamente clérigo (grande Terjon) e druida (querido Freixo), e eu não queria repetir essas escolhas. Além disso, fazia sentido eu escolher uma classe simplesmente pensando em como otimizar meu personagem? Não seria essa uma atitude Munchkin que orgulhasamente criticamos?

Sim, meu caminho deveria ser outro. Matematicamente suicida, romanticamente improvável, mas “jogadoramente” promissor. Resolvi seguir o conselho de outro amigo meu: “Olha, com essa rolagem seu personagem daria um ótimo cara comum: provavelmente um mendigo, com sorte um fazendeiro”.

Realmente. E porque não?

Daí nasceu o conceito de Norman, meu personagem cozinheiro. Sua classe era justamente um “commoner”, ou seja, “sem classe”, alinhado à uma das piadas que ouvi quando rolei os dados: “Hey, you could be a NPC (Non-Player Character)”.

De fato, o nome completo de meu personagem era Norman Peewie Chariott. Mestre Cuca. Mestre NPC.

Esse foi só o começo. Empolgados com a ideia, meu amigo Quinten e eu começamos a pensar juntos no porquê meu personagem resolveria seguir a vida de aventura. Considerando 5 de inteligência, não precisava ser nenhum motivo muito brilhante…

Após muitas risadas, decidimos que Norman era um cozinheiro que viu sua esposa fugir com seus 2 filhos para viver com o duque do reino. Traído e abandonado, Mestre NPC queria provar ao mundo (e a si mesmo) que era capaz de grandes feitos, com sorte convencendo aqueles que o deixaram pra trás à voltar ao seu lado. Acompanhado de Jack, um burro teimoso; e sua taverna mágica (inspirada no item Daern’s Instant Fortress), Norman acabou conhecendo um grupo de aventureiros, e, por graça do destino, juntou-se a eles.

Jogamos 4 sessões juntos. Imagino que minhas impressões seriam diferentes em uma campanha longa, mas mesmo assim acho pertinente compartilhar minha vivência aqui:

Eu nunca me senti tão tranquilo jogando Dungeons e Dragons. Jogar D&D até então sempre teve pra mim uma carga de cálculos de quantos goblins eu poderia derrubar; de como eu poderia ajudar meus companheiros; ou até de como eu poderia atrapalhar meus companheiros… resumindo: de como eu poderia ser útil.

Não dessa vez.

Peasant RPG

O cara errado, na hora errada, e no lugar errado. Mas… é realmente só isso?

Em nenhum momento tive essa preocupação jogando com o Norman. Eu sabia que ele era inútil, e simplesmente lidei com isso. Era como ser um Doutor em Física num baile funk. Você até pode participar de alguma forma, mas sua contribuição vai ser frequentemente alvo de escárnio, e você invariavelmente vai estar deslocado.

E Norman Peewie Chariott sempre foi um estranho fora do ninho. Enquanto o bárbaro Jakar conseguiu dar 30 pontos de dano no nosso primeiro combate, matando um homem-lagarto que ameaçava Adrian, o ranger da equipe, Norman se esforçava ao máximo para estocar a cabeça de um dos lagartos menores com sua peixeira, defendendo o ranger com a tampa de uma panela (seu escudo). Enquanto Gavmav, o mago da equipe, era capaz de remendar objetos quebrados com o estalar dos dedos, e alterar sua aparência ao seu bel prazer, Norman era capaz de fazer um guisado saboroso.

Apesar dessa diferença brutal de capacidades, Norman sempre ganhava os holofotes quando ele conseguia fazer algo. Afinal, a falha era o padrão desse personagem (lembrando que meu melhor atributo era + 0). De fato, talvez poucas vezes eu tenha me sentido tão orgulhoso quanto senti na ocasião que Norman conseguiu manipular um contato do duque, arranjando uma oportunidade do cozinheiro encontrar o atual consorte de sua ex-mulher.

“Mas como?”, você pode se perguntar, muito razoavelmente. O fato é que Mestre NPC possuía bônus quando realizava uma interação social com um personagem que comeu sua comida, e após oferecer uma janta a esse contato em específico, consegui convencê-lo a fazer esse favor à Norman, usando esse bônus e o talento “Lucky” para alcançar o feito.

Todos na mesa vibraram como se fosse a queda de um dragão.

Nossa última sessão de RPG foi bem especial. À parte a toda a emoção da despedida real entre Chico e seus amigos de mestrado (e deixo à imaginação de vocês o que essa carga emocional representa), também era a despedida entre Norman e seus companheiros de aventuras.

Quando finalmente chegou o dia da audiência do duque com o cozinheiro, todos na mesa estavam ansiosos e curiosos pra ver o que aconteceria. Antes do encontro tive a consideração de deixar Jack (o burrico) aos cuidados de meus amigos, me despedindo de cada um deles. Jogador e personagem se misturavam ali.

Caminhei até o círculo mágico que levaria Norman até o castelo, e fui surpreendido quando um de meus amigos falou: “Eu vou também”.

Era Adrian, o ranger da equipe.

Norman tentara dissiduádi-lo da ideia, afinal a terrível reputação do duque era conhecida por todo reino. No entanto, o elfo não esquecera a bravura (inútil, mas ainda assim insistente) do cozinheiro ao defendê-lo dos lagartos, e nem a suas diversas tentativas de ajudá-lo (também sem sucesso, como não poderia ser diferente) na sua missão de liberar os elfos que eram escravos no reino.

Aquilo foi tão inesperado, que confesso que fiquei sem palavras por um tempo. Aquele era o momento ideal para Norman se despedir, tanto na narrativa quanto na história pessoal do personagem.

“Você me ajudou antes, é minha vez de retribuir”.

Havia algo mais ali, além do que os olhos podiam ver…
Meu amigo estava me lembrando do Por que eu Jogo RPG.

Convido-os a aguardarem o próximo post da série, que será a história de Norman Peewie Chariott, novo tomo da Biblioteca de Heróis do Aventurando-se.

Roll the bones,

Chico Lobo Leal

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“Dados brancos com números pretos: tão comum quanto Norman era. Achei que seria um presente de despedida apropriado” – Obrigado Quinten :)

Some weeks ago I finally managed to gather some friends to play RPG in the Netherlands. It was the ending of my period in the country, and for already quite some time I was willing to roll some dice with my mates. All but one were newbies in the RPG world, and it was our opportunity to create and live a story together.

Our veteran friend agreed to be the Dungeon Masters in a D&D campaing, thus everyone else, including me, would take the role of players. In the day we met to create our character sheets though, what could be only one more short experience turned to be an unexpected challenge. Our DM asked us to roll the dice for attributes, and I, honouring my renowned lack of luck, got the following values:

5; 7; 8; 9; 9 e 10.

For those who are not familiar with D&D, the average value of a common human is 10. A 12 would represent someone who has been trained in something, 14 someone who is VERY good in this something, 16 a master, 18 someone above the human level and 20 something unique. But no, not with me. Among all my attributes, my best result was 10. Therefore, the best of my character would match the most average and colourless human.

After we all laughed our asses off (me included), I looked to the DM and he said: “Good luck with that”.

And then one of the most uncommon campaigns I’ve played started, which I will share with you guys, in 2 posts.

A commoner among heroes

One of the foundation stones I’ve always considered when analysing Dungeons & Dragons, was the importance of a balance between players’ characters. A power difference is almost unevitable, but all characters should be able to contribute in the final result – cogs and gear which run a machine.

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That said, how should I deal with a character who was EXCEPTIONNALY weaker than all the others? My friends, not being cursed with the mark of bad luck (like I’ve been), got normal values for their attributes, ranging between 10 and 18: typical heroes in which the game is based upon. Here is the issue: How could my character participate in such a grup?

My first thought was how to overcome this. I right away asked my Brazilian friends who are D&D enthusiasts, and got the following advices: “Play as a Druid of the circle of the Moon, the wildshape ability will allow you to use the attributes of the beasts, and not the ones you rolled, since they are ridiculous”, and also: “Play as a cleric, keep buffing and healing your allies, at least you will be useful and will get their sympathy”.

On the other hand, although statiscally valuable, these advices went against what I have earlier thought for my character. In the 2 opportunities I’ve been part of a D&D 5.0 campaign, I was exactly a cleric (all hail Terjon) and druid (dear Freixo), and I didn’t want to play with the same classes again. Besides, did it make sense to choose a class just taking into account how to optimize my character? Wasn’t that a Munchkin attitude that we are proudly against in the blog?

Yes, I wanted something different. Even if it was suicidal in mathematical thinking, and a lost cause in a romantic perspective, I pursued something that excited me. I decided to follow an advice of a friend of mine: “Well, with these rolls your character would be a great commoner: probably a beggar, with luck a farmer”.

Indeed. And why not?

The concept of Norman was drafted on that. He was actually a classless character, a commoner. A chef, to be precise. As my friends joked after they saw my dice results: “Hey, you could be a NPC (Non-Player Character)”.

Yep. My character’s name was Norman Peewie Chariot. Master chef. Master NPC.

This was just the beginning, of course. Excited about the idea, my friend Quinten and I started to think together on the reason my character would pursue an adventure life. Considering he had 5 of intelligence, it didn’t need a very smart motive…

After laughing a lot, we decided Norman was a chef who saw his wife ran away with their 2 children to live with the duke who ran the kingdom. Betrayed and left alone, Master NPC wanted to prove the world (and himself) that he was capable of great deeds, luckily also convincing those who left him behind to return to his side. Followed by Jack, a stubborn donkey; and his magic tavern (inspired by the Daern’s Instant Fortress item), Norman ended up meeting a group of adventurers, and, by chance, joined them.

We played 4 sessions togheter. I believe my impressions would be different in a longer campaign, but still I think is significant to share my experience here:

I’ve never felt so at ease playing Dungeons and Dragons. Playing D&D always meant to me a bunch of math on how many goblins I could kill; on how I could help my group; or even how I could mess with them… but still, I always wanted to be useful.

Not this time.

Peasant RPG

The wrong guy, at the wrong time and the wrong place. But… is this all?

I haven’t had this goal at all while playing with Norman. I knew he was useless, and I simply accepted that. It was like being a British PhD student in a carnival party in Brazil. You don’t know how to dance, your pale skin basically reflects all the sunlight and the locals just keep staring at you.

Norman Peewie Chariott was always an odd man out. While Jakar the barbarian managed to deal 30 fucking points of damage in our first combat, killing the lizardman who was threatning Adrian, the ranger of the group, Norman was doing his best to stab the head of one of the minor lizards with his meat cleaver, defending the ranger with a pan’s lid (his shield). Whilst Gavmav, the wizard of the group was able to mend broken objects by just snatching his fingers, and also change his appearence as he wished, Norman was able to make a tasty soup.

Despite all these striking power differences, Norman was always at the spotlight when he managed to do something. After all, everyone was used to him failing (just to remember – my higher attribute provided me with + 0 in my dice rolls). In fact, I’ve rarely felt as proud as I had felt when Norman managed to manipulate on of the duke’s contact in a city to arrange a meeting between them. “But how?”, you may ask, very reasonably. The fact is that Master NPC had a bonus when carrying out a social interaction with people whom had tried his food, and after offering a dinner for this important guy, I managed to convince him to make a favour to Norman, using this bonus and the Lucky feat to succeed.

Everyone at the table cheered as if they were watching a dragon being slayed.

Our last RPG session was very special. Despite the emotions beneath the real farewell between Chico and his friends (and you are invited to figure what this means by yourself), it was also the farewell between Norman and his adventuring mates.

When the day of the meeting between the duke and the chef finally arrived, everyone in the table was ansious and curious to see what would happen. Before the meeting I left Jack (the donkey) with my friends, saying goodbye to each one of them. The borders between player and character were blurred at that moment.

I walked in the direction of the magic circle which would take Norman to the castle, and suddenly I was surprised to hear one of my friends shouting: “I’m going too”.

It was Adrian, the ranger.

Norman tried to change his mind, after all the duke’s terrible reputation was renowned all over the kingdom. Yet, the elf didn’t forget the chef’s bravery (useless, but still there) when defending him of the lizards, and also the several times Norman tried to help him on his quest to free some elvish slaves (also without success – as it couldn’t be different).

That was so unexpected to me, that I admit I was speechless for some time. It was the ideal moment to Norman to say goodbye, considering not only the storyline, but also the background of the character.

“You helped me before, now it’s my time to aid you”.

There was something else there, beyond what the naked eye could see…

My friend was reminding me Why I Play RPG.

I invite you to wait for the next post of the this series, in which I will tell the story of Norman Peewie Chariott, making a new tome for the Library of Heroes, here at the Aventurando-se blog.

Roll the bones,

Chico Lobo Leal

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“White and black dice: as common as Norman ever was. I thought it would be an appropriate farewell gift” – Thanks a lot Quinten :)

 

 

Dragon ball, e o verdadeiro sucesso do herói

25/04/2018

Algum tempo atrás escrevi a respeito do papel simbólico que um herói pode ter no RPG, inspirado no fantástico documentário sobre nosso querido e único, Ayrton Senna.db

Hoje, também inspirado, escreverei a respeito do – na minha opinião – verdadeiro sucesso do herói, baseando minha argumentação no meu mangá favorito: Dragon ball.

Talvez quem só tenha assistido a saga Z na televisão não tenha muito conhecimento a respeito das primeiras aventuras de Son Goku. Muito diferente dos poderosos sayajins explodidores de mundos, a escala de poder de Dragon ball era bem “pé-no-chão”, e assim também eram a maioria dos personagens que interagiam com o menino com rabo de macaco.

Estou falando aqui especificamente de Yamcha, Oolong, Kuririn e Tenshinhan. Todos eles tinham algo em comum: queriam superar, derrotar ou pelo menos se livrar do jovem Goku. Se você acompanhou somente Dragon ball Z, você provavelmente vai estranhar essa lista, já que, nessa saga, todos estes personagens são amigos/aliados de Goku. Pois é, mas na realidade todos eles surgiram no mangá (e, claro, anime também), como opositores do jovem aprendiz de Mutenroshi (Mestre Kame):

Yamcha era um bandoleiro do deserto; Oolong um sequestrador; Kuririn um aprendiz de monge trapaceiro e Tenshinhan outro artista marcial de uma escola rival de Mutenroshi. Son Goku enfrentou todos esses personagens e, mais do que simplesmente derrotá-los, o protagonista de Dragon ball mostrou pra eles que o mundo ia muito além do nosso próprio umbigo. Veja, esses personagens acima listados simplesmente careciam de um “bom exemplo”, por assim dizer. Todos eles só se importavam com suas vontades, passando por cima dos outros a sua volta.

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Quem leu/assistiu Dragonball lembra até hoje da emoção do reencontro entre Son Goku e Son Gohan no campeonato da Vovó Uranai

É dessa forma que, de maneira quase ingênua, Goku se prontifica a juntar as esferas do dragão pra ressuscitar o pai de Upa, assassinado por Tao Pai Pai, abrindo mão de ressuscitar o próprio avô.

Olha que mensagem interessante!
Não seria esse um papel legal de desenvolver com os heróis de uma mesa de RPG, um transformador do mundo (e pessoas) à sua volta?

Não que derrotar inimigos não seja válido, mas convertê-los em seus aliados, trazê-los à sua causa é muito mais interessante (e difícil!). Se Dragon ball nos ensina algo, é que um verdadeiro herói consegue fazer isso naturalmente. Son Goku ganha amigos sem forçar a barra, mas sim agindo como exemplo, e não esquecendo dos preceitos ensinados por seus mestres, Son Gohan (seu avô) e Mestre Kame. Essa mudança é um reflexo da própria trajetória do herói, vinculado ao crescimento pessoal de Goku, que partiu de um garoto que queria treinar pra ficar mais forte até o protetor do planeta Terra.

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O menino ingênuo e bondoso, de certa forma, nunca deixou Goku. Imagem: Dragon Planet Wiki

Acho importante frisar isso, porque muitas vezes vi personagens dito heróis irem contra seu histórico antes anunciado, e até contra a lógica, entrando de cabeça em sagas de degola de inimigos, me fazendo pensar quem era o verdadeiro monstro da história…

Veja, não estou falando de tolice ou displicência. Ainda em Dragon ball, quando Kuririn foi assassinado (pela 1a vez), após a final de um dos Campeonatos de Artes Marciais, Goku não mediu esforços pra se vingar do assassinato cruel de seu companheiro de treinamento. Mas pra isso ele não precisou deixar de lado sua própria essência.

Essa característica da série se manteve (muito bem) nas outras sagas: Piccolo, Vegeta, Majin Boo e os Andróides 17 e 18 são outros exemplos que se juntam à coleção de personagens que apoiaram o então saiyajin.

 

Pra mim um dos momentos mais marcantes da série foi o último episódio de Dragon ball, quando após derrotar Piccolo utilizando todas suas forças, Son Goku vai e ajuda o inimigo a se recuperar, compartilhando com ele uma semente Senzu (semente dos Deuses). Quando seus colegas o acusam de louco, e até mesmo Piccolo ri de sua piedade exagerada, Goku simplesmente responde que ele prefere que Piccolo sobreviva e continue treinando para enfrentá-lo no futuro.

Não por acaso, é este Piccolo que depois serve de figura paterna e treina Gohan, filho de Goku e Chichi, quando o pai estava ausente.

A saga Dragon ball representa, pra mim, além de um afago à minha infância, um relato de um artista marcial em sua essência, revelando aos fãs o que é um verdadeiro sucesso do herói.

Bora desvendar as esferas do dragão!

Roll the bones,

Chico Lobo Leal

 

PS: No futuro abordarei o aspecto de humor do Dragonball, e como isso pode ser usado no RPG!

O gênero da magia, ou porquê Gandalf nunca casou, por Terry Pratchett

08/03/2018

Hoje, dia 8 de março, é um dia que, para mim, propõe um chamado à reflexão.

Nesta onda, peço para que a leitora faça um exercício de pensamento aqui comigo. Quero que você, por gentileza, pense em um cenário fanstástico. Agora imagine que ali, neste cenário, a magia existe.

Continue comigo: alguns seres, nesta terra imaginada, podem controlar e manipular a magia.

E agora, qual é a aparência deles?

Se você considerou magias poderosas e feitiço terríveis, suponho que a imagem de magos barbados com vestes roxas ou pretas te veio à mente.

Ou de repente, se vc pensou em algo mais relacionado à natureza: elfas com (poucas) roupas de couro dançando com animais sob a luz da lua para que as plantas cresçam ainda mais.

Ou, se vc gosta de histórias de crianças: bruxas verruguentas cozinhando asas de morcego ao som do coaxar de seus sapos.

Veja, essa imagem que temos na nossa mente não é aleatória. Ela é construída com base na extensa literatura que chegou até nós. Uma imaginário coletivo construído sobre a obra de alguns autores (e quase nenhuma autora, infelizmente).

Agora, qual é o papel do gênero neste rápido exercício que propus?

Meu querido autor Terry Pratchett fez uma ótima palestra sobre isso. A reproduzo aqui, baseado no que achei no site ansible.uk.

Se você nunca pensou sobre essa questão, ou, principalmente, se vc se incomodou com o fato de eu falado leitora (e não leitor, como o habitual) no início deste post, esse texto é pra você:

“I want to talk about magic, how magic is portrayed in fantasy, how fantasy literature has in fact contributed to a very distinct image of magic, and perhaps most importantly how the Western world in general has come to accept a very precise and extremely suspect image of magic users.

I’d better say at the start that I don’t actually believe in magic any more than I believe in astrology, because I’m a Taurean and we don’t go in for all that weirdo occult stuff.

But a couple of years ago I wrote a book called The Colour of Magic. It had some boffo laughs. It was an attempt to do for the classical fantasy universe what Blazing Saddles did for Westerns. It was also my tribute to twenty-five years of fantasy reading, which started when I was thirteen and read Lord of the Rings in 25 hours. That damn book was a halfbrick in the path of the bicycle of my life. I started reading fantasy books at the kind of speed you can only manage in your early teens. I panted for the stuff.

I had a deprived childhood, you see. I had lots of other kids to play with and my parents bought me outdoor toys and refused to ill-treat me, so it never occurred to me to seek solitary consolation with a good book.

Then Tolkien changed all that. I went mad for fantasy. Comics, boring Norse sagas, even more boring Victorian fantasy … I’d better explain to younger listeners that in those days fantasy was not available in every toyshop and bookstall, it was really a bit like sex: you didn’t know where to get the really dirty books, so all you could do was paw hopefully through Amateur Photography magazines looking for artistic nudes.

When I couldn’t get it — heroic fantasy, I mean, not sex — I hung around the children’s section in the public libraries, trying to lure books about dragons and elves to come home with me. I even bought and read all the Narnia books in one go, which was bit like a surfeit of Communion wafers. I didn’t care any more.

Eventually the authorities caught up with me and kept me in a dark room with small doses of science fiction until I broke the habit and now I can walk past a book with a dragon on the cover and my hands hardly sweat at all.

But a part of my mind remained plugged into what I might call the consensus fantasy universe. It does exist, and you all know it. It has been formed by folklore and Victorian romantics and Walt Disney, and E R Eddison and Jack Vance and Ursula Le Guin and Fritz Leiber — hasn’t it? In fact those writers and a handful of others have very closely defined it. There are now, to the delight of parasitical writers like me, what I might almost call “public domain” plot items. There are dragons, and magic users, and far horizons, and quests, and items of power, and weird cities. There’s the kind of scenery that we would have had on Earth if only God had had the money.

To see the consensus fantasy universe in detail you need only look at the classical Dungeons and Dragon role-playing games. They are mosaics of every fantasy story you’ve ever read.

Of course, the consensus fantasy universe is full of cliches, almost by definition. Elves are tall and fair and use bows, dwarves are small and dark and vote Labour. And magic works. That’s the difference between magic in the fantasy universe and magic here. In the fantasy universe a wizard points his fingers and all these sort of blue glittery lights come out and there’s a sort of explosion and some poor soul is turned into something horrible.

Anyway, if you are in the market for easy laughs you learn that two well-tried ways are either to trip up a cliche or take things absolutely literally. So in the sequel to The Colour of Magic, which is being rushed into print with all the speed of continental drift, you’ll learn what happens, for example, if someone like me gets hold of the idea that megalithic stone circles are really complex computers. What you get is, you get druids walking around talking a sort of computer jargon and referring to Stonehenge as the miracle of the silicon chunk.

While I was plundering the fantasy world for the next cliche to pulls a few laughs from, I found one which was so deeply ingrained that you hardly notice it is there at all. In fact it struck me so vividly that I actually began to look at it seriously.

That’s the generally very clear division between magic done by women and magic done by men.

Let’s talk about wizards and witches. There is a tendency to talk of them in one breath, as though they were simply different sexual labels for the same job. It isn’t true. In the fantasy world there is no such thing as a male witch. Warlocks, I hear you cry, but it’s true. Oh, I’ll accept you can postulate them for a particular story, but I’m talking here about the general tendency. There certainly isn’t such a thing as a female wizard.

Sorceress? Just a better class of witch. Enchantress? Just a witch with good legs. The fantasy world. in fact, is overdue for a visit from the Equal Opportunities people because, in the fantasy world, magic done by women is usually of poor quality, third-rate, negative stuff, while the wizards are usually cerebral, clever, powerful, and wise.

Strangely enough, that’s also the case in this world. You don’t have to believe in magic to notice that.

Wizards get to do a better class of magic, while witches give you warts.

The archetypal wizard is of course Merlin, advisor of kings, maker of the Round Table, and the only man who knew how to work the electromagnet that released the Sword from the Stone. He is not in fact a folklore hero, because much of what we know about him is based firmly on Geoffrey de Monmouth’s Life of Merlin, written in the Twelfth Century. Old Geoffrey was one of the world’s great writers of fantasy, nearly as good as Fritz Leiber but without that thing about cats.

Had a lot of trouble with women, did Merlin. Morgan Le Fay — a witch — was his main enemy but he was finally trapped in his crystal cave or his enchanted forest, pick your own variation, by a female pupil. The message is clear, boys: that’s what happens to you if you let the real powerful magic get into the hands of women.

In fact Merlin is almost being replaced as the number one wizard by Gandalf, whose magic is more suggested than apparent. I’d also like to bring in at this point a third wizard, of whom most of you must have heard — Ged, the wizard of Earthsea. I do this because Ursula Le Guin’s books give us a very well thought-out, and typical, magic world. I’d suggest that they worked because they plugged so neatly into our group image of how magic is ordered. They serve to point up some of the similarities in our wizards.

They’re all bachelors, and sexually continent. In this fantasy is in agreement with some of the standard works on magic, which make it clear that a good wizard doesn’t get his end away. (Funny, because there’s no such prohibition on witches; they can be at it like knives the whole time and it doesn’t affect their magic at all.) Wizards tend to exist in Orders, or hierarchies, and certainly the Island of Gont reminds me of nothing so much as a medieval European university, or maybe a monastery. There don’t seem to be many women around the University, although I suppose someone cleans the lavatories. There are indeed some female practitioners of magic around Earthsea, but if they are not actually evil then they are either misguided or treated by Ged in the same way that a Harley Street obstetrician treats a local midwife.

Can you imagine a girl trying to get a place at the University of Gont? Or I can put it another way — can you imagine a female Gandalf?

Of course I hardly need mention the true fairytale witches, as malevolent a bunch of crones as you could imagine. It was probably living in those gingerbread cottages. No wonder witches were always portrayed as toothless — it was living in a 90,000 calorie house that did it. You’d hear a noise in the night and it’d be the local kids, eating the doorknob. According to my eight-year-old daughter’s book on Wizards, a nicely-illustrated little paperback available at any good bookshop, “wizards undid the harm caused by evil witches”. There it is again, the recurrent message: female magic is cheap and nasty.

But why is all this? Is there anything in the real world that is reflected in fantasy?

The curious thing is that the Western world at least has no very great magical tradition. You can look in vain for any genuine wizards, or for witches for that matter. I know a large number of people who think of themselves as witches, pagans or magicians, and the more realistic of them will admit that while they like to think that they are following a tradition laid down in the well-known Dawn of Time they really picked it all up from books and, yes, fantasy stories. I have come to believe that fantasy fiction in all its forms has no basis in anything in the real world. I believe that witches and witches get their ideas from their reading matter or, before that, from folklore. Fiction invents reality.

In Western Europe, certainly, wizards are few and far between. I have been able to turn up a dozen or so, who with the 20-20 hindsight of history look like either conmen or conjurers. Druids almost fit the bill, but Druids were a few lines by Julius Caesar until they were reinvented a couple of hundred years ago. All this business with the white robes and the sickles and the oneness with nature is wishful thinking. It’s significant, though. Caesar portrayed them as vicious priests of a religion based on human sacrifice, and gory to the elbows. But the PR of history has nevertheless turned them into mystical shamans, unless I mean shamen; men of peace, brewers of magic potions.

Despite the claim that nine million people were executed for witchcraft in Europe in the three centuries from 1400 — this turns up a lot in books of popular occultism and I can only say it is probably as reliable as everything else they contain — it is hard to find genuine evidence of a widespread witchcraft cult. I know a number of people who call themselves witches. No, they are witches — why should I disbelieve them? Their religion strikes me as woolly but well-meaning and at the very least harmless. Modern witchcraft is the Friends of the Earth at prayer. If it has any root at all they lie in the works of a former Colonial civil servant and pioneer naturist called Gerald Gardiner, but I suggest that its is really based in a mishmash of herbalism, Sixties undirected occultism, and The Lord of the Rings.

But I must accept that people called witches have existed. In a sense they have been created by folklore, by what I call the Flying Saucer process — you know, someone sees something they can’t or won’t explain in the sky, is aware that there is a popular history of sightings of flying saucers, so decides that what he has seen is a flying saucer, and pretty soon that “sighting” adds another few flakes to the great snowball of saucerology. In the same way, the peasant knows that witches are ugly old women who live by themselves because the folklore says so, so the local crone must be a witch. Soon everyone locally KNOWS that there is a witch in the next valley, various tricks of fate are laid at her door, and so the great myth chugs on.

One may look in vain for similar widespread evidence of wizards. In addition to the double handful of doubtful practitioners mentioned above, half of whom are more readily identifiable as alchemists or windbags, all I could come up with was some vaguely masonic cults, like the Horseman’s Word in East Anglia. Not much for Gandalf in there.

Now you can take the view that of course this is the case, because if there is a dirty end of the stick then women will get it. Anything done by women is automatically downgraded. This is the view widely held — well, widely held by my wife every since she started going to consciousness-raising group meetings — who tells me it’s ridiculous to speculate on the topic because the answer is so obvious. Magic, according to this theory, is something that only men can be really good at, and therefore any attempt by women to trespass on the sacred turf must be rigorously stamped out. Women are regarded by men as the second sex, and their magic is therefore automatically inferior. There’s also a lot of stuff about man’s natural fear of a woman with power; witches were poor women seeking one of the few routes to power open to them, and men fought back with torture, fire and ridicule.

I’d like to know that this is all it really is. But the fact is that the consensus fantasy universe has picked up the idea and maintains it. I incline to a different view, if only to keep the argument going, that the whole thing is a lot more metaphorical than that. The sex of the magic practitioner doesn’t really enter into it. The classical wizard, I suggest, represents the ideal of magic — everything that we hope we would be, if we had the power. The classical witch, on the other hand, with her often malevolent interest in the small beer of human affairs, is everything we fear only too well that we would in fact become.

Oh well, it won’t win me a PhD. I suspect that via the insidious medium of picture books for children the wizards will continue to practice their high magic and the witches will perform their evil, bad-tempered spells. It’s going to be a long time before there’s room for equal rites” – Terry Pratchett

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Capa do livro Equal Rites, de Terry Pratchett. Arte de Paul Kidby

Roll the bones,

Chico Lobo Leal

PS: Curtiu a discussão? Leia o livro Equal Rites do Sr.Pratchett. É fantástico!

Cidade Curiosa – Minha experiência em um evento de jogos em Portugal

16/02/2018

Na primeira quinzena de fevereiro estive na cidade de Braga, em Portugal, visitando dois ótimos amigos, parceiros de aventuras helênicas e companheiros de explorações de masmorras e lutas com dragões: o André e a Ju. Os dois se mudaram para Braga há pouco tempo, e nerds que são, já fizeram um reconhecimento de campo para se inteirarem dos eventos de jogos e RPG da cidade.

ccPois bem, coincidentemente nos dias 10 e 11 de fevereiro estava marcado um evento do tipo em Braga, capitaneado pela associação Cidade Curiosa (CC), que, dentre outras atividades, organiza encontros mensais em um prédio da freguesia (equivalente aos nossos distritos, no Brasil). Enquanto o André e a Ju estavam interessados em encontrar pessoas para montar um grupo de RPG, eu estava animado para ver como um evento do tipo se desenrola na terra de Camões. Eu já tinha tido a experiência de participar em um evento em Oulu, na Finlândia, em 2012, e as particularidades do evento finlandês haviam me surpreendido muito. Eu estava curioso para ver o que o evento lusitano proporcionaria.

De cara fiquei muito espantado pelos jogos que a Cidade Curiosa trouxe para o evento. Nem tanto pela quantidade (que é sempre expressiva em todos os eventos que já participei), mas principalmente pelas características deles. Haviam diversos jogos nacionais baseados na história do país deles.

Jogos portugueses

Achei tão legal essa particularidade do evento e do mercado de jogos português. Não fui muito assíduo em evento de jogos de tabuleiro no Brasil, mas do pouco que conheci, não lembro de ter visto muitos boardgames brasileiros (me corrijam se eu estiver errado). Embora, claro, estamos muito bem representados pelos nossos RPGs…

O jogo que fiquei mais encantado foi o belíssimo Azul, publicado pela PlanB games e de autoria de Michael Kiesling. Apesar do jogo não ser português, a temática é toda baseada em Portugal e na sua indústria de azulejos. Nada mais apropriado para jogar na simpática cidade de Braga…

Azul

Azul: Um jogo simples e elegante

Outro aspecto que me chamou a atenção foi ver jogos mais artesanais no evento, também outra coisa que nunca vi no Brasil. Joguei o divertidíssimo Crokinole lá, uma espécie de bolinhas de gude em tabuleiro, que foi uma surpresa muito boa. Adoro coisas feitas de madeira, e esse jogo foi quase uma homenagem à infância. Mais dele no Wikipedia.

madeira

Modéstia à parte, mandei benzaço no Crokinole!

Outra coisa que me surpreendeu foi o público do encontro. Estou acostumado a ver nesses eventos diversos nerds adolescentes, predominantemente homens.  Em Braga, no entanto, me deparei com um número expressivo de crianças e famílias, sobretudo no domingo. Imagino que o fato do evento ser aberto seja mais estimulante e aconchegante (leia-se “não tóxico”) a todos. Aliás, foi o único evento do tipo gratuito que já fui. Ótima surpresa!

Por último, importante dizer que uma coisa não me surpreendeu em nada: conheci  gente muito legal por lá. Isso é sempre marca registrada desse tipo de evento, seja no Brasil, na Finlândia e, agora posso dizer, em Portugal. Incrível como os jogos reúnem pessoas de braços abertos e sorriso no rosto (ou o mais próximo disso que os finlandeses conseguem chegar).

Que experiência! De quebra ainda aprendi umas gírias portuguesas (nunca mais verei os nabos do mesmo jeito) e vivi na pele de cavaleiros da távola redonda por três vezes (viva o ótimo Shadows over Camelot!). Em suma: um fim de semana pra lá de gostoso.

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Foto: Cidade Curiosa

Para encerrar de maneira justa: um abração para os melhores anfitriões da cidade, Ju e André, e, claro, um agradecimento e um parabéns muito especial para o Alberto, a Cecília e o Pedro pelo esforço e comprometimento com seu projeto. Que a cidade continue curiosa por muitos e muitos anos!

Roll the bones,

Chico Lobo Leal

 

 

The Great Escape Lakeside, ou o melhor Airbnb do mundo

29/01/2018

Porto Seguro, Bariloche… não sei qual é o destino da moda para os graduandos classe média/alta do colegial hoje em dia no Brasil, mas tenho certeza que é um lugar bem diferente do que vou apresentar pra vocês:

O Great Escape Lakeside é um Airbnb com capacidade para hospedar 45 pessoas, com diversos cômodos planejados para emular diferentes jogos e atividades, fazendo referência a jogos como Detetive e War, mas também um Escape Room ou até filmes como Jumanji (alô Sessão da Tarde!).

A proposta é tão doida que até os banheiros do lugar são tematizados! Ou seja, enquanto você responde o chamado da natureza você pode se divertir jogando alguma coisa.

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O quarto do Pac-Man é um dos highlights do lugar! Fonte: http://www.greatescapelakeside.com/pac_man_bedroom.html

 

Além das fotos, o vídeo a seguir dá uma boa ideia do que o lugar oferece:

The Great Escape Lakeside

Ou seja, se você for pra Orlando com um grupo de amigos, esqueça a Disney e vai curtir esse lugar, porque tenho certeza que você vai se divertir muito mais escapando de lasers do que dando um abraço no Pluto.

Roll the bones,

Chico Lobo Leal