Skip to content

Diário de Um Game Designer #1 – A Experiência

29/11/2017

Como pretenso autor de jogos que sou (e alguns já foram resenhados aqui e aqui, pelo ilustre patrão deste blog), venho acabar com minha ausência neste espaço para compartilhar com os amigos leitores, daqui em diante, os enfoques neste hobby que, aos poucos, torna-se algo maior para mim.

Não se trata de teoria sobre o design de jogos, claro; ainda não tenho a capacidade de me aprofundar nesta parte técnica do campo. O que venho compartilhar com vocês aqui é a minha experiência pessoal (e, por que não dizer, passional) com a confecção de jogos narrativos – baseada na leitura e contato com jogos narrativos de todo gosto, e toda ordem.

E, para começar com o pé direito, vamos ao que penso ser a origem de todo bom projeto: a Experiência.

“Sobre o Quê é o Seu Jogo?”

O título acima corresponde a uma das Três Perguntas de Jared Sorensen (sobre as quais discorri neste artigo aqui). E penso que ela abrange, em termos, o que pretendo abordar aqui.

A experiência de jogo é, ao meu ver, a mensagem que ele pretende passar para seus jogadores (ou, até mesmo, para seus leitores). É o seu foco principal, sua premissa… seu contexto.

De uma forma bem direta, é a sua justificativa.

O que, sob meu ponto de vista, coloca os jogos como linguagem para algo maior. Mas não serei precipitado – entro neste ponto do assunto em breve…

Então, se você pensa (ou vai) escrever um jogo, o primeiro aspecto que precisa ser pensado é este: qual é a experiência que o seu projeto traz aos jogadores? E isso se traduz em diversas perspectivas:

 

L5A

Pode ser um cenário ricamente trabalhado, como acontece na Lenda dos Cinco Anéis

 

 

Abismo1

Pode ser uma sensação transmitida aos jogadores, e diretamente construída por eles, como acontece nas mesas de Abismo Infinito

Dust Devils

Ou, quem sabe, oferecer uma premissa simples e bem amarrada a uma mecânica que a complemente, como em Dust Devils.

Estes são apenas alguns exemplos – alguns entre vários, é claro. E você também não precisa se basear apenas neles. Afinal, cada jogo tem a sua premissa particular, e isso o torna único.

Com isso posto, é hora de entender ao que tomo como “o grande desafio” do design:

A Estrutura de Jogo

Quando você tiver a experiência bem definida para seu jogo, chega o momento de traduzi-la em palavras para o seu público. Pode ser em uma história bem talhada, em regras trabalhadas no mesmo contexto ou em uma proposta para seus jogadores. Não é algo fácil, eu digo: na verdade, é um processo de ida e volta constante (da experiência para o papel, e vice-versa) que, em algum momento, vai resultar na forma final de seu projeto.

E isso vai se desenrolar em outros processos diretamente ligados à experiência. Processos estes que pretendo abordar em textos futuros.

No entanto é importante saber uma coisa. A experiência define o jogo, e todas as escolhas feitas para delimitá-lo.

Então, se você busca criar o seu jogo, leve o máximo de tempo possível para definir o que você busca como experiência para o seu projeto. Uma boa dica é ler (e também jogar) o máximo possível de jogos, dos mais variados. É experimentando que você vai, efetivamente, definir sua experiência.

Bem… por ora, é isso. O pontapé inicial foi dado nesta discussão sobre jogos. Podemos levar esta discussão adiante pelos comentários, e abro também este espaço para aceitar sugestões sobre assuntos que posso abordar aqui. Conto com vocês para fazer esse Diário acontecer!

Que Luna os ilumine… e até a próxima!

 

 

 

Anúncios
2 Comentários leave one →
  1. 06/12/2017 06:48

    Muito legal Jairo, ótimo post.
    Uma coisa que pega muito pra mim é a questão da ideia inicial, e como é importante disseca-la.

    Muitas vezes me vêm uma ideia crua que me deixa empolgado, e automaticamente meu cérebro começa a criar dezenas de opções e maneiras de trabalhar ela. Daí que entra a importância do que você abordou no post, a respeito de ter clareza sobre a experiência.

    Não se é algo que outros game designers também passam, mas eu procuro me forçar a parar, respirar e me perguntar: “porque eu quis criar o jogo? o que me instigou a criá-lo?”

    Quando eu consigo responder essa pergunta eu sei que estou no caminho certo, e os processos ficam mais fáceis.
    Penei muito pra entender da importância dessa reflexão inicial, e você tratou ela muito bem aqui no post, parabéns!

    • m4lk1e permalink
      12/12/2017 22:11

      Sabe, Chico… eu costumo rascunhar toda e qualquer idéia que me venha à mente, as guardando unidas em uma caixa, gaveta ou qualquer lugar que as mantenha unidas, para resgatar posteriormente… seja para retomar uma idéia interessante, ou pra anexá-la a um novo projeto.

      E essa pergunta é sempre pertinente: “Por que eu quis criar o jogo?”

      Muito bom, meu caro.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: