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“Welcome. Come freely. Come safely; and leave something of the happiness you bring”

11/11/2016

Esse post tem caráter mais reflexivo, e, dentre outros coisas, também contém certa dose de agradecimento. Dessa forma, ele será retratado primeiramente em inglês. Se você deseja lê-lo em português, peço que você arraste a barra do seu navegador e pule para o final.

I really believe that there are many ways to be satisfied with our hobby. As I have previously mentioned, one of the best aspects of the RolePlayingGames is the ability to provide a “joint experience” with your friends. Characters are just characters, but, still, we are the ones which use their clothes and costumes.

As a Storyteller/Dungeon Master, there is another great way to be satisfied, and it’s definitely presenting the RPG to other people. I had the opportunity to do that a few times, and, for me, besides the big responsibility on my shoulders, it represented really gratifying moments. I still remember with a smile on my face one reaction I heard, of a newbie friend I had at that time: “Wow, I felt like I was in a movie”.

Tickles in the soul.

 

Last but not least, there is some sort of pleasure in showing something you created. Influenced by several weirdos from all over Brazil, I’m going on the game designing way, and, finally, I’m finishing my own RPG. I have already mentioned it a few times in the blog before, but so far it was still in my drawer, waiting to be shaped. I can gladly say it’s almost ready now :)

Well, last week I had the opportunity and honor to reunite all the factors I mentioned above: I presented my own roleplaying game to very good friends of mine, who were new to this world.  The icing on the cake was the fact that it was the first time I was going to be the Storyteller using English. In some way, it was the first time for all of us that day.

Ágora, my RPG, is situated in the Ancient Greece. Players are poets who tell the stories of their heroes, reunited by a Host, a poet which works as… well, a host. I had this last role, and we told the stories of Ulisses, Demostenes and Johannes, heroes of Hidropolis.

The three players dove right away in the game, and, already at the beginning, I was surprised by one thing: two of them knew ancient Greek! A pleasant surprise which resulted in astonishment when I took a look at their character sheets:

 

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Real business.

Since the beginning, while we were creating the city of Hidropolis together, players/poets already understood that, differently for board and electronic games, the Ágora creation boundaries were veeeeery unusual. After all, Hidropolis were entirelly created by ourselves!

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Hidropolis with its main features: The Hill of the Gods, the caves/dungeons which might lead to the Underworld, the temple of Poseidon, market and “Gods Inn”

The heroes had very different personalities (influenced by their platonic elements), and we had one very interesting rivalry among Ulisses and Johannes.

When I introduce RPG for new players, as a veteran, I always have some sort of anxiety before the game starts: “How will be the game immersion? Will they clearly understand how the game works?”

In addition, the Ágora game is based on the contribution of each poet to the history. The Host is nothing more than another poet in this shared storytelling. This process is not centralized…

Without any exception, I’ve always gotten surprised when doing the playtests for Ágora, with veterans or freshers in RPG. As my dear friend Eduardo Caetano would say: storytelling is one activity that is part of the essence of humanity.

What an amazing experience.
Players got so used to the game, that, at some point, after one event with the Hidropolis mayor, one of them claimed he would run for the next election “to took back their city”.

Hahahahaha

(Trump kept repeating that on their campaign, and, last week, we could still laugh at this. Not anymore, I guess).

The adventure had a bunch of very unexpected events (but, as I’ve learned playing this game, it is completely impossible to prepare something in advance for Ágora), and I had a lot of fun. Satisfaction, proud, joy.

I would like here to deeply thank my dear friends Frederico, Thierry and Derek for this opportunity. Be welcome to the RPG world: “Come freely. Come safely; and leave something of the happiness you bring”.

Lastly, I leave here Demostenes’ testimonial about his game experience:

I have always been a huge fan of fantasy novels, but it was my first time with role playing games. The experience was a total discovery. At first, I was a bit uneasy because in Chico’s game, we, the players, are responsible for a big part of the story and world building. And I was not used to be on that side of the storytelling. However, it turned out to be easier than expected and the result was worth it. While we had the opportunity to influence the story, our influence was still limited. Other players’ actions or Chico’s interventions made it so that we had to adapt to unforeseen events. This is why it was so easy to immerse ourselves in the story, even more than when reading a novel or playing a boardgame for example. At one point, we were so taken by the game, that we spent ten minutes arguing between us about the best way to place the troups on the battlefield!

Merci beaucoup mon amie,

:)

Roll the bones,

Chico Lobo Leal

 

——————————- [Portugese version]————————-

 

Acredito que há diversas maneiras de se sentir realizado com o nosso hobby. Como já mencionei em outro momento, um dos grandes trunfos do RPG é proporcionar uma experiência conjunta, com seus amigos. Personagens são personagens, mas, no fundo, somos nós que estamos ali dentro.

Como Narrador, outra maneira de se sentir satisfeito é apresentar o RPG para as pessoas. Tive essa oportunidade uma ou outra vez, e pra mim, à parte da responsabilidade nas minhas costas, foram momentos muito gratificantes. Até hoje lembro com um sorriso algo que ouvi de uma amiga neófita, hoje esposa de um grande amigo meu: “Puxa, me senti dentro de um filme”.

Cócegas na alma.

Por último, mas definitivamente não menos importante, há certo prazer de mostrar algo “seu”. Influenciado por doidões de todos os cantos do Brasil, engatinho no longo trajeto de game designing e, finalmente, estou na reta final do meu próprio jogo. Aqui e acolá já falei algo dele aqui no blog, mas até então ele sempre estava na geladeira, aguardando pra ser lapidado. Não mais.

Pois bem, semana passada tive a grande honra de unir esses três fatores: apresentei o RPG, e o meu próprio jogo, para bons amigos. Pra coroar o momento, ainda fiz isso tudo em inglês. De certa forma, era a primeira vez de todo mundo.

Meu RPG, o Ágora, se passa na Grécia antiga. Os jogadores são poetas que contam a história de seus heróis, reunidos pelo Anfitrião, o poeta que “organiza” a reunião. Na pele deste, dei chance para os poetas contarem a história de seus personagens: Ulisses, Demostenes e Johannes, heróis de Hidrópolis.

Os três jogadores mergulharam no jogo, e, logo de cara, fiquei surpreso com uma coisa: dois deles sabiam grego antigo!  Uma grata surpresa que me rendeu espanto ao dar uma batida de olho na ficha deles:

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O negócio era pra valer.

Começando o jogo criando a cidade de Hidrópolis juntos, os jogadores/poetas já perceberam que diferente dos jogos eletrônicos e de tabuleiro que estavam acostumados, os limites dentro do Ágora era beeeeeeem mais elásticos. Afinal, Hidrópolis foi totalmente construída por nós mesmos!

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Hidropolis e seus principais locais: A Colina dos Deuses, As cavernas/masmorras que (talvez) levam para o Submundo, o templo de Poseidon, o mercado e a “Taverna dos Deuses”

A aventura se desenrolou principalmente na diferença de personalidade dos heróis (influenciada pelos seus elementos platônicos regentes), e em cima da rivalidade de Ulisses e Johannes.

Como veterano, nas ocasiões que introduzi o jogo para os neófitos, sempre fico um pouco ansioso antes do jogo começar, criando certa expectativa: “Será que os jogadores vão conseguir ‘entrar’ no jogo? Vão entender o conceito do negócio?”.

Amplificando isso, o Ágora se baseia na contribuição de cada poeta para a história. O Anfitrião é mais um poeta nessa narrativa compartilhada, a contação de histórias não é centralizada…

Sem exceção, me surpreendi todas às vezes que joguei o Ágora, com velhos e novos jogadores. Como diria meu querido amigo Eduardo Caetano: contar histórias é uma atividade essencial da nossa humanidade.

Que incrível que foi.
Os jogadores estavam tão à vontade, que em certo momento do jogo, após um evento com o prefeito de Hidropolis, um deles me diz que se lançaria como candidato “to took back their city”.

Hahahahaha

(O Trump ficava repetindo isso nos discursos dele, e semana passada, antes do maluco virar presidente, ainda ríamos disso).

A aventura se desenrolou numa narrativa muito inesperada (por experiência própria, é virtualmente impossível planejar algo pra esse jogo), e me diverti muito. Satisfação, orgulho, alegria.

Gostaria aqui de agradecer meus amigos Frederico, Thierry e Derek por essa oportunidade. Sejam bem-vindos ao mundo do RPG: “Venham de boa vontade. Venham em paz; e deixem parte da felicidade que os traz”.

Pra finalizar, deixo o gentil depoimento do Demostenes sobre a experiência dele de jogo:

Eu sempre fui um grande fã de livros de fantasia, mas essa foi minha primeira vez com jogos de RPG, a experiência foi uma grande descoberta. No começo confesso que não foi muito fácil, porque no jogo do Chico nós, os jogadores, somos responsáveis por grande parte da história e da própria criação de mundo, e eu não estava acostumado a estar nessa posição. No entanto, o negócio foi mais fácil do que eu esperava, e o resultado valeu a pena. Por mais que nós tivessemos a oportunidade de influenciar a história, nossa influência ainda era limitada. As ações dos outros jogadores, ou as intervenções do Chico, resultavam na necessidade de nos adaptarmos aos eventos inesperados. E isso explica o porque a imersão na história foi tão fácil, mais ainda do que quando lemos um livro ou jogamos um jogo de tabuleiro, por exemplo. Em certo momento do jogo, a imersão foi tão grande que nós ficamos dez minutos discutindo entre nós pra decidir a melhor maneira de inserir nossas tropas no campo de batalha! – T.S

Merci beaucoup mon amie,

:)

Roll the bones,

Chico Lobo Leal

 

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