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Campanha em Erebor – Cena 24 – Heruwyn

13/06/2016

Cena anterior: Cena 23 – Falco

Após o julgamento de Lilith, e o sucesso de Vir para unir o povo de Valle
(bardings e orientais), uma nova etapa se iniciara.

Os problemas internos mais urgentes estavam, ao que tudo indicava, remediados, e
os olhos e ouvidos dos governantes voltavam-se para o exterior. A mensagem de
Ganfal fora clara, e Valle trabalhava em recuperar o tempo perdido. Cada homem
apto flexionava seus músculos e tirava a poeira de suas armas. Para minha
satisfação, muitas mulheres também.

Rohan flag

Meu povo, meu sangue, minha honra

Como Rohirrim eu fiquei encarregada de auxiliar o líder dos cavaleiros, que, para minha surpresa, era o herdeito mais jovem do Rei Bard: Bard II, seu bisneto. Os cavalos de Valle eram de uma linhagem mais selvagem, parentes distantes daqueles do povo de Éorl. Não eram poucos os cavaleiros que tinham dificuldade de conduzir suas montarias nas manobras que praticávamos. Minha experiência sobre a cela se mostrou útil ali, e logo tornei-me próxima de Bard Segundo.

E foi justamente por ele que descobri sobre a invasão da Casa de Bard, e a prisão de Berion. Meu povo sempre foi desconfiado a respeito dos filhos da floresta, mas eu não pudia ignorar que dois deles ajudaram a me salvar das mãos dos meus captores.

– Comandante, há algo errado nessa história. Qual foi a sentença de Bard?

– Meu bisavô está muito doente, e Bain é fez a decisão. Berion ficará preso por tempo indeterminado. Provavelmente seu julgamento virá apenas após o fim da guerra, se é que ela um dia terá fim…

Bard II estava triste, e eu o entendia. Não podíamos nos dar o luxo de dispediçar guerreiros, e nós tínhamos conhecimento do valor de um elfo em batalha.

Fui ter com Vir, que, como acontecia com frequência ultimamente, conferenciava com um outro oriental. Este eu reconhecia como o pai de Lilith, Jairo. Aguardei os dois terminarem, e enquanto esperava reparei na dupla.

Eu nunca antes imaginara que teria contato com os povos do deserto, e muito menos que um dia teria um deles como amigo. Seus trajes eram estranhos, e seus sotaques mais ainda, mas eles não eram tão mais diferentes dos Bardings quanto eu mesma, com minhas vestes do sul.

– Heruwyn! Boas nuvens te trazem! Falávamos jutamente de você e sua proximidade com o jovem Bard. Você acha que há alguma chance de conseguirmos atenuar o sofrimento de LIlith?

Olhei para o pai da garota e achei melhor não espalhar a notícia de Berion a quatro ventos.

– Talvez. Mas há outros que também demandam nossa atneção. Precisamos conversar a sós Vir, e rápido.

O semblante de meu amigo se alterou, e vi que a preocupação tocava seu rosto.

– É Rowenna?

A elfa havia sumido há alguns dias, e enão tínhamos notícias dela desde que chegamos à Valle.

– Não, mas outro ser de orelhas pontudas.

Vir e Jairo se entreolharam, e o último se despediu de nós, com uma mesura.
Quando estávamos a sós, sentei em um pufe e me pus a falar.

– Berion está preso. Bain diz que ele invadiu a Casa do Senhor durante a noite.

Aquilo pegou Vir de surpresa, o que me trouxe certo conforto. O povo de Rohan não está acostumado a mentir, e eu saberia se Vir estivesse me enganando. Mesmo extremamente em dívida para com aquelas pessoas, eu os conhecia há pouco tempo, e não pude deixar de desconfiar das intenções de tão estranho grupo quando ouvi sobre a suposta invasão.

Conversamos por algumas horas, onde houvi um relato completo sobre a missão de Berion e sua ligação com a Bruxa da Flo… Senhora Galadriel. Estávamos de acordo que precisávamos entender melhor a situação, para saber como proceder com Bain.

– A filha de Jairo será o caminho. tenho certeza que será mais fácil, ou pelo menos menos difícil, o acesso à ela. Heruwyn, por favor, converse com Bard II.

Assim o fiz. Felizmente o bisneto do matador de dragões não se opôs quando disse que fui requisitada, como mulher, para averiguar o conforto de Lilith na prisão.

***

Ela se encontrava abatida e mais magra do que eu lembrava, mas sua vontade de ferro era evidente. Aquela ali não se vurvaria à ninguém.

– Lilith, vim a pedido de seu pai, pra ver como você está. Mas também serei franca, tenho algo a te pedir.

Conversamos por um longo tempo, e cada vez que um guarda se aproximava, começávamos a discutir sobre higiene íntima e o sangue-da-lua, o que era suficiente para afastá-los rapidamente.

Por três dias a visitei. No segundo e terceiro levei óleos e panos limpos para ela, e no último voltei com algo importante: uma mensagem de Berion. Ela estava amassada e escrita com um pedaço de carvão, mas seu conteúdo era claro o suficiente. Bard estava morto, e Bain prendeu Berion para que a notícia não se espalhasse.

Aquilo me intrigava, e fiz questão de ouvir Bard II.

– Meu bisavô? Acredito que ele está muito doente, porque há dias apenas Bain o vê. Somente ontem meu avô foi acompanhado vê-lo. Acredito que alguma espécie de curandeiro, pois notei um amuleto feito de madeira em seu peito. Uma espécie de coração…

***

easterlings

Diferente, mas nem por isso pior… ou melhor

Cheguei para ter com Vir e me deparei com o pequeno Holbytla na sala. Ele estava esbaforido, pelo que parecia tinha vindo da Montanha Solitária correndo com suas pernas curtas.

– Heruwyn! Vir me contou de Berion! Isso é terrível, temos dois amigos presos!

Ouvi sobre Qhorin, e o encontro dos mensageiros com Dáin. Tive que sentar pra não cair pra trás. Desgraça pouca é bobagem.

Vir tremia, e lágrimas caíam de seus olhos.

– E pensar que minha cabeça poderia estar ali, do lado de Thraurin, dentro do baú. Pobre companheiro, a Sombra era forte demais…

– E vir… eles tem o Coração-de-Rhosgobel. Eu mesmo vi o amuleto no peito de um dos malvados.

Aquilo, por algum motivo, me deixou irriquieta.

– Falco, como parece esse tal amuleto?

– É um coração, de freixo. Thraurin o conseguiu, por recompensa ao salvar Rada…

Meu sangue fervia.

– É Bain! Maldito!
Vejam essa mensagem de Berion! Vai de encontro também o que o que Bard II me falou. Um “curandeiro” visitou o velho Bard ontem à noite. Com um coração de madeira no pescoço.

Falco estava com os olhos arregalados e com as mãos na boca, em forma de O.
Vir já não vertia mais lágrimas, mas segurava o cabo de seu punhal com força.

– Filho da puta. Temos que matá-lo.

E foi assim que eu e meus amigos mudamos o destino do Reino de Valle.

Próxima cena: Cena 25 – Vir

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