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Postmortem, uma resenha

23/04/2015

É com grande prazer que venho aqui resenhar sobre este belíssimo jogo que é o Posmortem, obra de um dos gamedesigners mais criativos e competentes que conheço, nosso querido ciborgue do Aventurando-se: Jairo Borges Filho.

Tive o privilégio de ouvir sobre esse jogo pela 1a vez há alguns anos, quando a semente dele ainda germinava por entre as engrenagens criativas do Jairo. O Postmortem transformou-se durante os anos, buscando seu próprio destino, da mesma forma que os personagens que nasceriam com ele… Postmortem

O jogo desenvolve-se ao redor de um personagem central – o espírito, que terá a ajuda dos jogadores para descobrir sobre seu passado e agir no presente, culminando no tão aguardado destino final. Com apenas este personagem, cada jogador irá, alternadamente, retratar eventos passados (enquanto o espírito ainda era vivo) e presente (ocorrendo durante a pós-vida).

Todo turno um jogador assume o papel do espírito, que deverá escolher qual dos eventos mais lhe agrada, em termos narrativos. Cada vez que um evento é escolhido, o espírito da vez recompensa o jogador que o criou com uma lágrima, que servirá para aquele jogador no futuro influenciar a história novamente…

O jogo é de uma simplicidade elegante, dando suporte para cada jogador, e tomando o cuidado para não limitar mecanicamente a imaginação do mesmo. A carta da vez dá a sugestão do mote, e a partir dela os jogadores vizinhos do espírito tecem seus eventos.

Mas como é? Quer dizer então que se virar um 4 de paus vai rolar uma baita duma orgia na vida do espírito?”

Não querido leitor. Eu não disse que o jogo era bom? Não falei que o criador tem bagagem pra elaborar algo massa? Pois é, vou responder a pergunta com uma imagem:

20150419_233632

As cartas são de TAROT meu amigo!

O autor mandou muito bem nessa escolha. A sinergia com o jogo é incrível, todo mundo entra no jogo de cabeça. Mais brilhante ainda, a epígrafe (olha o papel com escritos na imagem) resume cada evento escolhido, para que, conforme o jogo se desenrole, ninguém fique perdido entre o que ficou escolhido e o que foi só ideia de evento.

Joguei o Postmortem (que chegou por correio numa caixa de madeira, acompanhado de lágrimas, um baralho de Tarot e, mais especial ainda, uma carta escrita pelo meu amigo) nesse último feriado, e tanto eu quanto meus colegas nos divertimos muito. Me surpreendi com a velocidade do jogo, é um tipo de passatempo que pode facilmente virar um “party game” com uma galera menos bitolada! To louco pra testá-lo com amigos menos nerds, pra iniciá-los nos jogos menos tradicionais!

Mas e aí, como é que você consegue um Postmortem pra você?
É, essa é a parte difícil. Não por acaso, os Postmortem já se esgotaram na fonte (porque será né?), mas conversei com o Jairo e há planos para uma nova leva deste jogo. O jeito mais fácil de conseguir um é escrevendo um comentário nesse post, incentivando o ciborgue catarinense a produzir mais, e acessando a página de criação do Jairo no Patreon: Jogos à la carte

Aliás, falando em comentário no post, decidi que, caso esse post receba pelo menos sete comentários (número cabalístico), vou dar uma palhinha de como foi nossa própria sessão, contando um pouco a história da Zara, a transsexual que encontrou sua paz após muitas risadas dos eventos doidos que criamos.

Grande abraço, e Roll the bones!

Chico Lobo Leal

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7 Comentários leave one →
  1. William permalink
    24/04/2015 00:12

    Qual o valor?

    • m4lk1e permalink
      28/04/2015 01:10

      Na verdade, o autor do artigo acabou se empolgando: eu estou sem cópias do Postmortem para venda, POR ENQUANTO. Em breve, teremos uma nova tiragem fresquinha, no valor médio de 60 reais. :)

  2. 28/04/2015 23:07

    AI ai… já editei o post.
    Lamento a geração de expectativa, mas é sua culpa Jairo! Eu disse que você precisava ter feito mais do jogo :P

  3. gerbur12 permalink
    23/09/2015 21:20

    Fazia tempo que queria comentar esse jogo, com um certo atraso, lá vai:

    Jogo sensacional! Recomendo muito que comprem! Meus parabéns, caro Ciborgue Malkaviano!

    O jogo é lindo, a começar pela caixa. Uma caixa negra, com ar de antiguissima, mais do que isso, ela tem um ar de mau agouro. A impressão que dá é que você está mexendo com coisa errada. Coisa que é melhor que os vivos não se intrometam. Muito bacana.

    As cartas de tarô, terríveis como só elas sabem ser.

    Um saquinho de couro que poderia muito bem ser usado por qualquer tipo de bruxo vodu e dentro dele, as Lágrimas. Marcadores sinistros para acompanhar todo o resto.

    Só por esses detalhes todos o jogo vale a pena ser adquirido como peça importantepara qualquer coleção de jgos de RPG.

    Uma coisa que gostei muito do jogo foi o “Livro de Regras”, que é na verdade um pequeno manual, simples, direto e objetivo. O manual explica o jogo com muita clareza e sem muitos floreios. Ele explica todas as cartas e o que elas fazem. Dá para ser lido em 10 minutos e já sair jogando. Muitos RPGs tem livros enormes e complexos o que pode ser um dificultador para quem faz tempo que não joga e quer sair jogando. Esse não é um problema de POST MORTEM.

    No mais, quero terminar o comentário com uma saudação árabe:

    “Vida longa, morte rápida”.

    Parabéns novamente, e grande abraço!

    • m4lk1e permalink
      30/09/2015 01:18

      Puxa vida… Se consegui deixar o Gonçalo satisfeito com o Postmortem, eu zerei a vida! :D

      Brincadeiras à parte, fico feliz de tê-lo satisfeito com o jogo, meu bom amigo anão. E espero que ele o divirta mais e mais vezes!

  4. 21/09/2016 12:33

    QUERO!

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