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Lançamentos, Previsões (e Pitacos) Para 2014

08/05/2014
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Boa noite, caros amigos! Já estamos praticamente na metade deste ano, e muita coisa legal está vindo (ou acontecendo) no que remete à produção de jogos. Serei breve e listarei aqui algumas das novidades bacanas que temos previstas, ou já em funcionamento – como um apanhado do mercado de jogos neste Brasil varonil.

Financiamento Coletivo

crowdfunding continua em alta como ferramenta de produção por aqui, e temos dois projetos bastante promissores nesta categoria – ambos nos brindando com a estréia de novas editoras brasileiras.

Os cariocas da New Order começaram o ano trazendo um jogo mítico, e consagrado lá fora: o francês Yggdrasil, de Neko (um aclamado escritor francês de RPG da Europa).

Fortemente ambientado na cultura nórdica (acho que deu pra perceber só pelo nome…), Yggdrasil fará os jogadores incorporarem os papéis mais importantes da cultura Viking: brandir suas armas, conquistar novos territórios, enfrentar seus inimigos lendários e alcançar o Valhalla (inspirando muitas canções de coragem e heroísmo).

Yggdrasil

Os Vikings estão chegando no Brasil, com suas armas afiadas e seus barris de Hidromel. E você vai perder essa festa?

Ele o fará por intermédio de um sistema fácil e dinâmico, divertido e intuitivo, desenvolvido com o intuito de facilitar a vida do Mestre. Suas regras garantem o mínimo de consultas ao manual de regras – permitindo ao Mestre, assim, voltar a sua atenção ao Role-play e à ênfase da história.

A campanha de financiamento do Yggdrasil está em andamento, com 68% da meta alcançada, e faltando 18 dias para terminar. Se você almeja fazer parte dos salões de Odin, não espere pela Marcha das Valquírias: apóie este projeto, e traga os Vikings para o Brasil!

Atualização: Depois da conclusão bem-sucedida do financiamento do Yggdrasil, a New Order foi além, divulgando três projetos ousados via financiamento coletivo. O primeiro deles é Kuro – um RPG Cyberpunk com elementos sobrenaturias e obscuros da mitologia oriental.

Os outros dois são o aclamado Numenera, de Monte Cook (o grande campeão do ENNIES 2014) e o clássico Legend of Five Rings – um dos RPGs mais amados no exterior.

 ***

Enquanto isso, no sul do país, a estrela da Arsenal Editora brilha com o iminente lançamento da edição nacional de Our Last Best Hope, de Mark Diaz Truman.

ourlast

Um jogo que aborda temas como Esperança, Sacrifício e Humanidade, perante um desastre titânico (um clima bem conhecido para os fãs de filmes de catástrofe, como Impacto Profundo, Armaggeddon, O Núcleo e Sunshine (Ameaça Solar).

Em suma, OLBH é um jogo de narrativa compartilhada (aos moldes do já conhecido Fiasco) em que os personagens lutam contra o tempo para conter uma crise iminente, uma situação em que falhas não são aceitáveis; A humanidade conta com eles para permanecer viva, e intacta – e o menor deslize traz ao mundo a catástrofe total. Ao mesmo tempo, o jogo é bem estruturado em Papéis (Capitão, Oficial de Suprimentos e o M.I.M.I.C – a inteligência artificial atuante na missão) e os Atos da história (Preparativos da Missão, Ato 1 e Ato 2), ao mesmo tempo que provoca imersão plena nos participantes (visto que todo mecanismo do jogo dê atenção alarmante à Crise). Se você deseja conferir o jogo em seus detalhes, o amigo Chico Martellini descreve aqui uma sessão completa do jogo.

Nas palavras do editor Aislan Borba, poucos detalhes precisam ser acertados para que a campanha de financiamento possa começar, e a produção do livro segue a todo vapor. Fique ligado para não perder nada disto – do contrário, você pode ser vítima da Crise…

***

Uma grata surpresa que apareceu neste ano foi a editora Pensamento Coletivo, que nos trouxe via financiamento coletivo um recurso muito interessante para adotarmos em nossos jogos favoritos: o MagnaCash.

pacote

Eis a descrição do que vem em cada pacote de MagnaCash.

Nas palavras dos mentores da editora: “Você acredita que dinheiro de papel é péssimo para manusear durante o jogo? E, assim como nós, acha que fichas de poker vão contra a imersão ao tema dos jogos? Bem vindos à nova era das notas de papel! Acreditem, não há nada igual no mercado! Feito em papel de altíssima qualidade, acabamento em verniz e tintas com pigmentos plutônicos (ok, nem tanto), o MagnaCash visa ser um substituto ao dinheiro, pontos de vitória ou quaisquer sistema de contabilidade de qualquer jogo. Todas as cédulas têm o mesmo tamanho, com impressão frente e verso (coisa rara no dinheiro de papel que se vê por aí), e possuem seu valor impresso em apenas um lado, para que possam ser usadas em jogos onde o dinheiro tem que ser escondido. Nossa ideia é que você aposente de vez aquele dinheirinho bem tosco que veio com seu jogo e use o MagnaCash como legítimo substituto à altura que seu jogo merece!”

Além disso, seu próximo projeto (também para o crowdfunding) envolve um RPG premiado lá fora. Trata-se do EPOCH, do autor Dale Elvy. Trata-se um jogo singular, de regras simples e altamente narrativas para cenários em que o horror impere soberano. Você pode ter mais detalhes sobre o projeto (indicado duas vezes ao ENNIES, em 2013 e 2014) nesta entrevista com o autor, promovida pela editora.

Epoch

Este é EPOCH, um jogo simples e potencialmente perturbador.

O financiamento está previsto para começar em outubro, e novas informações sobre o projeto serão colocadas aqui adiante (como uma devida apresentação do jogo em breve).

Pré-Venda

Por parte das editoras já consagradas, projetos não faltam para causar expectativas em jogadores incautos. Boa parte dos projetos complementa jogos já publicados (por exemplo, a Redbox Editora investindo em cenários e diversos suplementos para o consagrado Old Dragon – assim como a Unza, com o recente Machados e Martelos).

No entanto, irei citar aqui os jogos distintos e/ou completos que hão “de vir” (ô piadinha escrota)…

Redbox está próxima de concluir a versão brasileira de Classroom Deathmatch, um RPG singular e violento. Nele, os jogadores serão alunos de uma turma do ensino médio, com amizades e relações bem cosntruídas, presos em uma ilha. Equipados com armas de todo tipo, seu objetivo é matar seus colegas um a um – até ser o único a sobreviver…

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Para os fãs do grande clássico Battle Royale, este jogo emula o drama de se envolver involuntariamente em um jogo sangrento – entre matar seus amigos, ou desafiar o impossível para tentar fugir dali.

Faz alguns anos que este jogo foi anunciado pela editora, e resta saber se o teremos ainda para este ano… Ah, você não conhece Battle Royale? Aproveite para conhecer o livro agora mesmo, e aproveite e cheque a resenha do Chico Lobo Leal sobre o RPG!

Atualização: Classroom já está prometido para 2015, já que a RedBox está engatilhando outros projetos para engrandecer sua linha principal, o Old Dragon. Você pode conferir sua lista de projetos mais a fundo neste link aqui.

Os amigos da Kobold’s Den estão realmente com bastante trabalho. Não bastasse manter uma campanha de financiamento coletivo do PULSE para publicar no exterior, eles anunciaram para este ano a tradução do jogo A Quiet Year, de Avery MacDaldno (também autor de Monsterhearts – que logo estará chegando para nós, ávidos jogadores).

Ano Sussa

Em O Ano Tranquilo, os jogadores irão criar a história de um povo – que sobreviveu a uma longa guerra – em um ano de paz e calmaria. Isso será feito a partir das Cartas (que retratam a passagem de tempo e acontecimentos dentro do jogo) e pelos desenhos que darão forma a tudo no jogo – relevo, construções, ameaças, descobertas… enfim, tudo que acontecer até o Inverno chegar…

Atualização: Enquanto o Monsterhearts ainda não sai (é, faz quase um ano desde a pré-venda), a campanha de divulgação e venda do PULSE lá fora culminou na GenCon. Isto mesmo: é o país lá fora fazendo sucesso com um projeto 100% autêntico, e recebendo aos poucos o devido reconhecimento. Enquanto isso, ficamos no aguardo de seus projetos já engatilhados.

Outra editora com bastante bala na agulha é a Unza RPG que, além de investir na linha iniciada em UED, promete muitos projetos novos para este ano. Alguns já esperados pelo público, como o rápido e violento Beat’Em Up!, do amigo Daniel de Sant’Anna.

Beat'Em Up

Você, que sente falta de varrer o chão das ruas com os punks que encontra no caminho (como nos bons tempos do Fliperama), não pode perder isto aqui!

Além deste, temos também na lista o consagrado Áureos – Dançarinos da Lua, de Rey Ooze (jogo sobre os Quilombos e seus Protetores – vencedor do concurso Faça Você Mesmo do ano passado) e Tea Time – A Hora do Chá, o jogo Steampunk de narrativa compartilhada de Ricardo “Jogador Sonhador” Tavares.

A Retropunk Game Design também anunciou algo bem esperado: o lançamento de A Fita, um excelente jogo de narrativa compartilhada inspirado em Found-Footage, do grande chapa Diego Astaurete. Ficou interessado no jogo? Pois confira uma resenha completa dele aqui.

Atualização: Além da pré-venda do A Fita (que já está rolando na Retrostore), teremos também a reimpressão do genial Fiasco e a publicação do cardgame nacional Escola de Dragões. Além disso, já foi entregue ao público o boardgame Gângsteres de Retrocity gratuitamente, em formato print and play (é só imprimir e jogar!), e foi prometido para o final do ano um jogo já considerado “clássico dos indies“: Apocalypse World, de Vicent Baker! Acessem o site da editora para maiores informações…

Claro que a Devir não ficaria de fora desta lista. Ainda que esteja investindo mais em boardgames ultimamente, a promessa de trazer ao Brasil o aclamado Pathfinder e o aguardado D&D Next se mantém de pé – além de, quem sabe, abastecer O Um Anel com bons suplementos.

Atualização: Não cumprindo a promessa de entregar uma versão brasileira de Pathfinder ao público até o EIRPG, a empresa ataca no ramo de Boardgames, anunciando o lançamento do clássico Ricochet Robots, o aclamado As Lendas de Andor e o também aclamado Cardgame de Pathfinder.

E a Jambô, além de abastecer suas franquias já estabelecidas (TormentaBrigada Ligeira EstelarGuerra dos tronos RPG), promete trazendo a nova versão dos Reinos de Ferro ao Brasil (com sistema próprio, e bastante premiada mundo afora). É esperar para ver!

Atualização: Agora é pra valer! o retorno glorioso dos Reinos de Ferro ao Brasil, em uma versão fidelíssima à premiada versão original. Confira os detalhes deste projeto aqui.

Produção Independente

Desde o princípio deste ano, a produção independente de jogos no Brasil se desenvolveu em um, digamos, “assalto criativo”. Claro que a experimentação neste campo já existe de alguns anos, com o furor causado pelos concursos de criação de jogos, hoje um circuito já estabelecido anualmente.

Panfleto Patreon

Quer saber como funciona o Patreon? Confere aí com a gente!

mas, neste ano, a descoberta do Patreon deu início a diversos projetos, com maior apelo ao público. Desta forma, projetos que já seriam publicados gratuitamente ganham novas dimensões – de versões físicas até radionovelas e outros projetos de expansão dos jogos por esta plataforma publicados.

No momento, cinco projetos estão ativos no Patreon, no tocante aos RPGs:

  • Eduardo Caetano (autor do consagrado Violentina) desenvolvendo “RPG Doidão” para as massas;
  • Nosso amigo Alan (autor do lendário Cachorros Samurais) desenvolvendo jogos para contar histórias, de modo ímpar aos RPGs que conhecemos;
  • Os comparsas Encho Chagas (autor do PULSE) e Rafael Rocha (um dos cabeças da Secular Games) encabeçando um divertido Versus;
  • O estimado “Hacker” português João Mariano e sua criação de hacks variados da famosa Apocalypse Engine (consagrada por Apocalypse World, Dungeon World e Monsterhearts, entre outros títulos);
  • Por fim, este que vos digita, em seu projeto de Jogos à Lá Carte – onde você escolhe os “ingredientes” para a produção.

Também explorando novos horizontes, os companheiros do Vôo da Fênix optaram pelo formato “Pay What You Want” por suas criações – tendo até seus projetos à disposição no Drivethru.com (o maior portal de compra e venda de jogos analógicos do mundo!) Enfim, disposição e talento para jogos, nós temos. E, agora que os canais se abrem para tal, é hora de mostrar nosso potencial para o mundo.

Concursos de Game Design

Claro que já os citei acima, e recomendo a você, caro leitor, não perdê-los. Pois eles começaram essa “hype” de criar jogos, e fundamentaram toda a discussão que temos hoje sobre criação independente de jogos (sem falar nas parcerias e amizades dela resultantes, óbvio).

O FVM deste ano já está em sua segunda fase (qualificatória para quem já enviou seu jogo, em fevereiro). Mas amanhã (dia 09/05), terá início a segunda edição do Game Chef Brasil – etapa do concurso mundial homônimo, que desta vez abrange nove países (EUA, Itália, França, Polônia, Eslovênia, Espanha, Rússia, Coréia e Brasil). Em nove dias, cada participante terá um Tema e quatro Ingredientes para utilizar na formulação de um jogo, pelo prazo de nove dias. O vencedor da etapa nacional irá enfrentar os demais vencedores no mundial, para logo ser reconhecido como campeão (como aconteceu com o PULSE ano passado). Então, acesse o link ali em cima, e não deixe de participar desta oportunidade!

Dados

Dentro deste cricuito, ainda teremos o RPGénesis lá pelos idos de setembro e, no final do ano, asegunda edição da Orquestra dos Jogos – com muitas novidades bacanas para vocês. Aguardem e confiem. :)

Por ora, isto é só, meus amigos. À medida que novas informações surgirem, irei atualizando este artigo. Também peço para vocês, caros leitores, me enviarem informações sobre este ou aquele lançamento, para que juntos possamos centralizar as informações e, consequentemente, fazermos nossa “fézinha” sobre a produção de novos jogos neste ano.

Que Luna os ilumine, e até a próxima!

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3 Comentários leave one →
  1. 21/09/2014 22:08

    Nos concurso de game design tem 3 para vir:

    – Orquestra dos jogos.
    – Ludopolis
    – Tem um da Unisinos, mas esqueci o nome.

    Tem o Cosa Nostra e o livro do Crônicas RPG para sair.

    Tô para lançar o Erótica no final do primeiro semestre de 2015.

  2. 23/09/2014 19:24

    Grande ciborgue, mais atualizado que a Contigo! Muito bom ver as novidades do nosso cenário RPGístico. Dá pra ver que a produção e, mais importante, o processo criativo brasuca vai de vento em popa!

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