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Aventurando-se Após a Morte…

13/09/2013

cirandadosblogs

Morte: uma palavra que causa arrepios em muita gente. Para RPGistas, principalmente.

Pois nela está imbuída o “fim” prematuro do jogar, a frustração pertinente da perda de um personagem que foi criado com tanto esmero (e, em muitos casos, dedicação). Às vezes, o seu acontecimento é suficiente para provocar frustração e um possível afastamento do hobby (por experiência própria, isso dependerá do modo como acontece).

Mas a morte também pode ser um belo princípio para histórias narrativas, em vez de apenas ser uma “punição”. E conheço alguns bons jogos que corroboram essa minha opinião:

1 – Três Corvos Negros, Três Homens Mortos

Este “mini-jogo”, escrito por Brennan Taylor (Este Corpo Mortal) coloca os jogadores (três, para ser mais exato) no papel do trio de Corvos  Piedade, Esperança e Mordaz. Sob eles, há um galho onde três cadáveres estão dependurados – homens punidos à morte por enforcamento, e cabe aos corvos contar suas histórias (desde seus papéis e relações em vida, até a causa de suas condenações). O interessante, aqui, é que não há uma descrição prévia dos homens mortos (isto fica por conta dos corvos), e cada um dos “narradores” tem seu próprio ponto de vista: Piedade se deixa levar pela tragédia, Esperança vê otimismo e nobreza nos mortos e Mordaz, cínico como ele só, ressalta os aspectos mais podres da humanidade.

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O jogo, traduzido por Evandro Campos Silva e Gilvan Gouvêa, foi distribuído gratuitamente há alguns anos, e você pode baixá-lo no seguinte link.

 2 – Jogo dos Espíritos

Escrito por Tiago Junges (o mentor da Coisinha Verde), este jogo remonta os rituais de convocação mediúnica (como sessões esotéricas e mesas de Ouija, por exemplo). A partir de cartas de tarot, um copo e um ambiente preparado para a sessão, cada um dos jogadores tomará o papel de um espírito para construir uma história coletivamente. Um jogo recomendado para mentes maduras, visto que traz consigo temas pesados e o próprio “horror espiritual” em sua forma mais pura (como poltergeists e possessão carnal, por exemplo).

JogoEspíritos

Para ter acesso a este jogo (que, segundo as lendas, nunca foi testado…), basta clicar no seguinte link.

3 – Wraith: The Oblivion

Um dos “livros-irmãos” do Mundo das Trevas original, Wraith recebeu o título de jogo melancólico (na minha opinião, o mais gótico entre os títulos da série). Nele, cada um dos jogadores interpreta uma Aparição – um espírito capaz de transitar entre o mundo físico e a Umbra (mundo espiritual), privado da paz eterna por assuntos mal-resolvidos em vida, os Grilhões. A partir deste contexto inicial, o forte apego à mitologia grega caracteriza o jogo (a visão do Mundo dos Mortos como uma gigantesca necrópole, governada por Caronte) e um intrincado círculo de intrigas (tão característico nos jogos da White Wolf) entre mortais e Aparições de todo tipo torna-se o centro dos possíveis conflitos em uma trama.

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De longe, o mais belo e pesado livro de horror “punk-gótico”. Como não teve muito sucesso no exterior, nem foi publicado no Brasil – então, se você o encontrar, considere-se sortudo!

4 – POSTMORTEM

Fica difícil falar de jogos focados na morte quando você possui o seu próprio, não é mesmo? POSTMORTEM é justamente isso: um jogo de narrativa compartilhada sobre a jornada pessoal de um Espírito inquieto rumo à paz. Como autor, não posso negar a semelhança deste com os jogos citados acima; no entanto, sua maior diferença está justamente no direcionamento narrativo: não se trata de um jogo de terror propriamente dito, pois os jogadores irão definir, turno a turno, qual será a história pessoal e de convívio do Espírito quando ainda vivo – fato este que pode originar histórias de cunho romântico, dramático, ou até mesmo cômico.

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Você pode contribuir na criação deste jogo, baixando a versão fastplay (bem como as cartas de tarot) e deixando suas sugestões na fanpage.


E, com tantas sugestões parajogo, eu encerro este post. Espero que qualquer uma das opções acima (ou todas) contribua na sua diversão – seja jogando-as, ou apenas com a leitura delas (que, acredito eu, já é suficiente para construir novos conceitos sobre a morte no jogo).

Que Luna os ilumine, e até a próxima!

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