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Caravana do Mago Manco no Laboratório de Jogos 2013 – Um fim de semana massa demais! pt.2

08/05/2013

Parte 1

Depois de uma noite curta e ruisoda, acordamos para o que viria a ser a melhor surpresa do dia, e o maior tesouro de Belo Horizonte:

banquete!

Fiquei de queixo caído com o banquete que tivemos, e a Torre do Mago Manco mostrou-se mais receptiva que muitas hospedarias em que já passei.

Mas depois de estarmos com a barriga cheia puxamos o carro e partimos para o LabJogos! Passamos para pegar o Gonça e a Giovanna, e após uma parada rápida na OCA pra pegar dados e imprimir fichas, chegamos no evento… 40 minutos atrasados. Fizemos uma cruzada contra o trânsito ESTRANHO de BH, e caminhos errados e velhas loucas cobraram seu preço.

Pra nossa sorte muitos ainda não haviam chego também, e agora munidos de crachás profissionais, fomos botar a mão na Massa. Literalmente :P
nimbus

Um dos melhores momentos da manhã foi um encontro com uma figura esguia, de barbicha e cabelinho estranho. A perfeita encarnação do “figura”. Finalmente o último membro da Comitiva apareceu, dando o ar da graça – como só ele saber dar!

Nosso grupo fez três playtests simultaneamente:

Chico – Quintessência, Jão – Massa Crítica e Jairo – Postmortem.

Tenho um apreço especial por esses jogos, mas diferentemente do que sempre faço, nesse post não relatarei nenhuma aventura. Isso mesmo, nem a minha própria. Sr. Iolaus (Gonça) relatará sua experiência com o Quintessência, e confesso que estou curioso para lê-lo suas palavras!

Pois bem, após os playtests fomos almoçar e se preparar para o (longo) ciclo de palestras. Um diferencial do evento é que metade dele era dedicado a jogar os jogos, e a outra metade sobre discussão de criação destes.

E caras… foi massa demais!

O primeiro palestrante foi o próprio Jão, apresentando a teoria GNS (Gamismo, Narrativismo e Simulacionismo) pra galera, seguido pelo Giltônio e sua crítica a ele (ao modelo, e não ao Jão! :P). Foi muito bacana ver esse saudável “debate”, e apesar dele muitas vezes patinar em detalhes, foi a primeira vez que eu presenciei uma discussão teórica num evento de RPG. Massa! Tornando-se crítica ;).

As palestras se estenderam até as 21h, e muita gente boa contribuiu: Eduardo Caetano, John Bogea, Tio Nitro, Rocha, Chochise, Falcão e Prado (que para mim foram as verdadeiras estrelas do evento, trazendo muitas idéias e opiniões no nosso meio) e mais muitos outros que me fogem o nome. Foram palestras, mesas-redondas, LARPS e conversas de boteco que, para mim, iniciaram um novo paradigma, e espero que uma nova tradição. Vi questões muito interessantes sendo abordadas por lá, desde o tema do nacionalismo brasileiro nos RPGs nacionais, passando pela escolha do léxico nos jogos, a importância do design e o papel das editoras atualmente no mercado de criação de jogos.

Duca!!!

E isso foi só o primeiro dia!

Depois de toda essas paradas fomos finalmente relaxar num boteco, com direito a pastel, amigos e cerveja. Eu estava particularmente curioso pra saber quais foram as sequelas psicológicas na Giovanna (que nunca havia jogado RPG e de uma hora pra outra se viu nesse ambiente onde o RPG era transpirado através dos poros), e qual não foi a minha surpresa ao ter como resposta às minhas perguntas um sorriso e a frase:

“Nossa, foi muito legal!”

Sinto cheiro de casamento no ar…

Nos despedimos da galera não muito tarde, e após um breve rolê na capital mineira, voltamos à Torre do Mago. Por incrível que pareça dessa vez conversamos por menos de uma hora, e conseguimos ir dormir antes das 3h. Surpreendente!

Parece que realmente novos paradigmas já estão sendo estabelecidos.

Continua…

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4 Comentários leave one →
  1. 08/05/2013 11:31

    Que massa, Chico! Quer dizer que vc está farejando um casamento anão, é? rsrsrsr

  2. m4lk1e permalink
    09/05/2013 00:52

    Esta narração está me saindo melhor que a encomenda – teve até foto do café do “banquete de reis” que tivemos nesses dias!

    Eu realmente lamento pelos playtests acontecerem todos no mesmo horário, pois gostaria de mostrar a vocês como funciona o Postmortem (e, também, gostaria de jogar o Quintessência…)

    Agora, Gonça como “Iolaus”… Pelo jeito, a Giovanna jogou de Hércules, ou de Xena… /o/

  3. gerbur12 permalink
    13/05/2013 20:56

    Eu era Iolaus e ela era Xena e nós éramos fodas! uahuaha

    Cronos que o diga!

    Chicão, mas uma vez, mandou muito bem no relato! Parabéns! “Então, depois de tanto RPG, fui descobrir quais eram a sequelas psicológicas da Giovanna” uhauhauhau ri alto aqui.

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