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A “Pedra Filosofal” do RPG

15/03/2013

Já faz algum tempo que assisto a discussões entre o “cenário” e o “sistema”, sobre qual deles mais teria maior importância na práxis do RPG. Mas uma discussão em particular, promovida pelo Forja RPG, me atingiu em cheio – a ponto de me mobilizar nessas “mal-traçadas linhas”…

Sou fã irrepreensível da dialética, verdade seja dita: discussões conduzidas por este raciocínio, ao meu ver, tornam a mente mais rica pelo exercício da análise de cada uma das partes.

Foi exatamente o que aconteceu aqui – de um lado, a Tese acerca do feeling de ser o jogador e resolver os desafios no jogo; do outro, a visão behind the scenes do jogo, a compreensão sobre a mecânica e suas possibilidades/consequências.

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Livros, pesquisa, “instrumentos”… Como não ver o Narrador dessa forma?

Eu não consigo ver o hobby de outra forma, senão como uma combinação alquímica, resultante da soma dos instintos do jogador e da instrumentalização das situações, bem caracterizada pelas regras – algo que surge da simples experimentação de cada “lado”.

O resultado dessa equação, sua “Pedra Filosofal” (para aproveitar bem a analogia), reside no grupo. A experimentação entre narrativa e simulação vai delinear as preferências de cada um, vai direcioná-los para seus gêneros preferidos, vai auxiliar na construção das perspectivas frente a uma decisão e caracterizará, de certa forma, o grau de drama nas interações.

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A imagem é batida, mas ainda vale…

Portanto, se me perguntarem qual é mais importante, entre o “Cenário” e as “Regras”, eu responderei: “O grupo importa”. Os dois são partes indissociáveis da fórmula que garante o jogo – portanto, quem define o que realmente importa é quem a coloca em prática.

Dado isso, fica o meu conselho: Jogadores, sejam mais Narradores; e Narradores, sejam mais Jogadores. Experimentem os dois lados e formulem suas próprias opiniões, mas não se deixem prender pela estagnação de um dos “lados” – pois é nessa transitoriedade que a mágica do RPG acontece.

Que Luna os ilumine, e até a próxima!

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6 Comentários leave one →
  1. Delibriand permalink
    15/03/2013 13:37

    Excelente artigo, valeu mesmo m4lk1e!

  2. 15/03/2013 14:03

    Vou até ler os artigos agora!

  3. 15/03/2013 23:37

    Muito bacana mesmo Jairo. O conjunto importa e sem ele, falta algo, mais ou menos simples assim.

  4. 15/03/2013 23:41

    Perfeito! E as palavras finais me acertaram em cheio. Vivo dizendo no meu grupo que todos deveriam ter a experiência de narrar algum dia, nem que seja algo bem simples. Nossa ótica muda completamente.

  5. 13/04/2013 01:02

    Cara, quantos artigos interessantes em um post só!

    Você nos presentou com boas indicações e no final com um ótimo texto.
    Que maravilha Jairo!

    Acho curioso como a palavra “regra” cria ojeriza em muitos jogadores. Será possível que o GURPS traumatizou tanto assim?

    Gostei do que você disse sobre o grupo e sobre experimentação.
    Aprendemos a compreender os outros quando estamos na situação deles, e isso vale pro RPG e pra todas as esferas da nossa vida!

  6. 18/09/2013 14:10

    Nice! É verdade, as duas coisas importam!

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