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Campanha em Moria – Cena 14

14/10/2012

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A Ágora de Fundin era o aposento mais importante da Colônia, o coração que pulsava e distribuia a vida para aqueles que viviam no Sétimo Pavimento. Chegávamos pelo alto naquela câmara em formato de cuia, e talvez em dias melhores cada degrau teria algum sábio da Colônia sentado conferenciando. Lá embaixo, no centro de tudo, ficava uma robusta mesa de pedra, onde geralmente crepitava uma fogueira. Ao nosso redor poderosos pilares de rocha  sustentavam o teto. Estes eram esculpidos à imagem de Fundin e davam nome à Ágora. Do lado oposto da entrada,  os degraus não desciam, mas subiam até o trono de ônix, onde Balin antes sentava.

Agora o trono de ônix estava vazio. E quem um dia sentou-se no alto, acima de todos, estava agora embaixo, no centro da sala, deitado sobre a mesa central, exalando um frio que gelava os nossos corações, onde antes as fogueiras sagradas acaloravam nossos debates. E as quatro imagens de Fundin, observavam austeras o funeral de seu filho enquanto tentavam impedir que o teto caísse em nossas cabeças.

Wiglaf urrou de tristeza ao meu lado, e eu senti uma dor dentro de mim muito maior do que qualquer ferimento de batalha poderia causar. Dor que dilacera a carne, te arranca pedaços, te esquenta o sangue e o faz suar frio. A Ágora estava lotada, os anões se amontoavam, segurando em pé os idosos, e dando um jeito de conseguir um lugar que ainda pudessem avistar nosso Senhor.  O imenso salão ficou pequeno para acomodar tamanho sofrimento que todos os anões dividiam, e nem o mais resoluto de nós conseguiu evitar que as lágrimas lavassem nossa dor.

Sozinhos no Escuro

Balin era muito mais que nosso líder, era uma lenda viva entre todo o povo anão, um dos 12 que derrotaram o dragão Smaug e resgataram parte da nossa antiga glória. E agora ele havia nos deixado, sozinhos no escuro. Abri caminho pela multidão e me postei ao lado do corpo. Nordri estava lá, recitando palavras sobre nosso maior herói. Sua voz estava seca, empaçocada, relutava em sair. Talvez ela estivesse se opondo a contar uma verdade tão triste, tão difícil de acreditar. Por um momento pensei que se Nordri não falasse, não seria verdade. Não seria real e Balin se levantaria da mesa gargalhando uma brincadeira. Mas Nordri falou, e Balin permaneceu deitado.

– Ele era Balin Barba-Longa, filho de Fundin e sua linhagem pode ser traçada até o próprio Durin, o Imortal. Nasceu em Erebor, a Montanha Solitária, e tinha apenas 7 anos quando o dragão Smaug desceu sobre a Montanha. Conseguiu fugir junto com o Rei Thráin e seu filho Thorin, desde então acompanhou os dois reis por toda a sua vida. Quando era apenas um rapazola perdeu seu pai na Batalha de Azanulbizar às portas de Moria. – E ao dizer essa palavra, um silêncio sufocante preencheu o salão, e Nordri pareceu incapaz de continuar. Os segundos se passavam e sua voz não era mais ouvida. Antes que os segundos se transformassem em minutos senti que precisava continuar o que Nordri havia começado. Eu cresci ouvindo as histórias de Balin, Thráin e Thorin e também tinha algumas palavras a dizer:

– Balin, e seu irmão Dwalin, acompanharam o Rei Thráin em seus últimos dias, a partir das Montanhas Azuis rumo à primeira tentativa da reconquista de Erebor. Mais tarde, eles recuperaram a Montanha Solitária ao lado do Rei Thorin Escudo-de-Carvalho! Era amigo pessoal do Rei-sob-a-Montanha Dáin Pé-de-Ferro. Para vocês verem como era régio o nosso Senhor. – A multidão, calada, ouvia cada uma das minhas palavras como se fossem as de Nordri. Na verdade, elas eram de todos nós. Mas sem que eu quisesse, minha voz secou e eu não tive mais capacidade de continuar. Toph seguiu:

– Ele que andou entre os grandes e viveu junto com eles as aventuras de suas vidas. Apesar disso, sempre foi humilde, e em suas andanças com Thráin e Thorin era sempre o último a dormir, pois costumava ser o sentinela e o seu turno era o mais prolongado. Gostava de cerveja, tocava viola. Sabia dar bons conselhos, e, mais importante, sabia ouvi-los também… – Então o General Wiglaf, o primeiro de seus guardas-reais, respirou fundo e disse:

– Lorde Balin era um eterno peregrino. Viveu em Erebor, viveu nas Montanhas Azuis, e viveu seus últimos anos na nossa Colônia em Khazad-dûm! Certamente nosso deus, Mahal, colocou nele uma porção maior da chama da vida, pois ele sempre foi inquieto. Nunca aceitou as coisas como são, dizendo que nada “é”, mas tudo “está”. Balin transformou ruínas em reinos. Elfos, magos e hobbits em amigos. Quando ele veio para nossa antiga casa, veio à procura de mithril e o último dos Sete anéis! Ele nos mostrou mithril, ele nos mostrou o Machado de Dúrin, e ele teria nos mostrado o último dos Sete se tivesse tido mais tempo. – Wiglaf não sabia que tínhamos encontrado o anel. Toph se movimentou, mas nada disse. E nesse momento, quando tudo que havia para ser dito parecia ter sido dito, foi que inesperadamente o ancião Nordri retomou a palavra e encerrou o lamento por Balin:

– Nós quisemos chama-lo de Rei, mas ele disse que seu rei estava em Erebor e se chamava Dáin Pé-de-Ferro. Aceitou apenas ser o nosso Senhor, mas um senhor vassalo da Montanha Solitária. Quem em seu lugar teria feito o mesmo? Ele era Balin, filho de Fundin, uma lenda entre o seu povo. Nada menos que o príncipe de todos os heróis. Sua vida foi dura, mas sua morte foi mais, pois foi uma flecha covarde que levou o melhor de nós… – Então, consumido pela emoção, Nordri não pôde falar mais. Nenhum de nós podia.

Foi o momento mais bonito e triste da minha vida. Sem Balin nós estávamos perdidos, sem razão para viver ou lutar. Balin havia nos feito acreditar que a Colônia era o nosso lar, mesmo a mim, natural de Erebor. Ao lado de Balin, Moria era nossa Mãe Khazâd-dûm, sempre cheia de descobertas e grandes acontecimentos, sem ele nós éramos estrangeiros numa terra inóspita e nossa mãe era uma madrasta má.

Então me lembrei de nossos companheiros de outras raças e por um instante fiquei envergonhado. Balin não teria gostado que seus poderosos guerreiros fossem vistos chorando por não-anões. Limpei o rosto com a manga de minha túnica e olhei para o alto da Ágora, onde eles deveriam estar. Mas somente Ellen estava lá, com o capuz cobrindo o rosto abaixado como muitos anões. Butuitê havia descido os degraus e depositado sua adaga da Primeira Era (seu maior tesouro encontrado em Moria) aos pés do Lorde anão. Éowulf eu não consegui localizar, talvez tivesse deixado o salão.

Começamos a ouvir os tambores dos trolls vindos do outro lado da Muralha, no Primeiro Salão. Havia chegado o momento de darmos o último adeus ao nosso líder, pois mal o corpo de Balin havia esfriado e ainda tínhamos uma batalha para travar.

Levantamos a maca onde nosso líder se encontrava e seguimos em marcha para os arsenais superiores, no mais alto salão de Khazâd-Dûm, que Balin havia tomado como seu aposento particular.

O Vigésimo Primeiro Salão, chamado Câmara de Mazarbûl, e também de a Câmara dos Registros, era a biblioteca que guardava muitos pergaminhos das moradas anãs em diversas partes do mundo. Se a Ágora de Fundin era o coração da Colônia, a Câmara de Mazarbûl certamente era o cérebro. Lá, Bruenor, o artífice da Colônia, havia talhado na pedra crua o túmulo do nosso Senhor, sua última morada. Ele seria enterrado na rocha, como nos Dias Antigos. Em sua lápide estava escrito em runas de Daeron: “Aqui jaz Balin, filho de Fundin, Senhor de Moria”.

Nós abaixamos o corpo de Balin em sua sepultura e depositamos ao seu lado muitos presentes – ferramentas, armas e pedras preciosas, para que Balin chegasse na outra vida tão rico em gemas quanto nesta era em amigos. E assim, demos nosso último adeus, e Bruenor fechou o túmulo.

Olhei por toda a câmara, e vi a falta de esperança no rosto de companheiros que já foram exemplos de coragem. Como a chama dentro de cada um poderia ser acesa novamente?

Senti uma mão em meu ombro. Olhei para o lado e vi Toph e os outros. O velho druida havia abaixado seu capuz, e mais uma vez vi seu rosto marcado por cicatrizes iluminado pelas tochas da câmara. Para minha surpresa, o Bronze estava sorrindo, como um pai dando um acalento a uma criança triste. E com uma voz vinda das entranhas da terra, ele se dirigiu a todos que se encontravam no salão, crescendo e tomando o ambiente:

– Hoje demos adeus ao nosso líder. Nosso Senhor, exemplo de coragem e determinação para todo nosso povo. E a dor no nosso peito é forte, pois forte foi aquele que nos deixou.

Toph se dirigia à todos nós, e parecia que a câmara antes cheia de murmúrios e choro se emudecera perante as palavras do druida.

– Hoje parte o melhor de nós, mas mais do que lamentarmos e chorarmos sua morte, devemos lembrar de tudo o que ele fez em vida, e o que ele significou para todos nós. Muitos de nós se contentariam com a morte de um dragão, e a reconquista de um antigo lar da nossa família. Muitos de nós achariam na fama um espaço para o descanso e o prazer após uma vida de luta e empenho. Mas não Balin.

Toph caminhava segurando o seu cajado, dando voltas ao redor do túmulo, garantindo que todos ouvissem e vissem ele.

– Balin era um guerreiro khazad, e só encontraria a paz quando seu povo tivesse toda sua glória restaurada. E por isso estamos aqui, pois representamos o sonho de Lorde Balin. Pois cada um aqui acreditou em suas palavras e jurou serví-lo na reconquista do nosso antigo lar. E hoje, no mesmo dia que damos adeus a Balin, temos a oportunidade de cumprir nosso juramento, e realizar o sonho de nosso Senhor.

A voz de Toph começou a aumentar conforme chegava ao final das frases, e parecia que as tochas das paredes reagiam às suas palavras de alguma forma. Elas tremeluziam conforme ele acentuava suas palavras.

– Quando estivermos no campo de batalha hoje, lutando contra os usurpadores de nosso lar, lembremos de Balin, nosso Senhor e herói de nosso povo. HERÓI! Não carregamos Balin através da Praça dos Heróis à toa. Aqueles rostos que estão nas paredes olham para nós do alto de seus feitos, e hoje faremos que eles sintam orgulho de nós, seus descendentes e parentes.

E para a surpresa de todos nós, a chama de cada tocha da câmara cresceu e tomou forma dos  guerreiros que estava representados nas nossas paredes: Dúrin, Azhagâl, Wolaf, Grollo, Razinsky e muitos outros apareceram diante de nós, em seus corpos brilhantes. E tal era a beleza e o poder emanado deles, que muitos de nós simplesmente começaram a piscar sem acreditar no que viam.

Finalmente, um corpo mais luminoso surgiu do centro da sala, e nos deparamos com nosso Senhor Balin, todo vestido para batalha, com armas e armaduras de fogo. E parecia que o próprio Mahal havia vindo até nós, pois muitos ajoelharam e fizeram uma reverência à figura que viam.

– Hoje nos juntaremos à eles, e faremos com que nossos heróis sintam orgulho do que presenciarão. Eu sou Toph, o portador do Anel, eu falei.

E junto com suas últimas palavras, o Bronze levantou sua mão direita, onde o Anel de Topázio brilhava emanando seu poder.

Um furor se iniciou naquela câmara, e quando menos esperávamos, a esperança brilhou novamente.

Enquanto a multidão se aproximava de Toph para ver de perto aquela relíquia dos dias antigos,  um enorme estrondo foi ouvido: Rocha batendo em rocha, ferro e mithril! Todo o chão tremeu enquanto um pouco de poeira se desprendeu do teto caindo sobre nossas cabeças.

– Para a MURALHA! – Rugiu Wiglaf alto como um gigante de pedra – Defendam a MURALHA!!! – Ele foi o primeiro que deixou a Câmara de Mazarbûl, correndo como um centauro enquanto batia com sua maça no tórax de sua armadura, no chão de pedra e por onde quer que passasse. O espírito de Mahal estava com ele, e nós o seguimos aos gritos:

– Pela Colônia! – Gritou Butuitê correndo à frente.

– Por Khazâd-Dûm! – Gritei também.

Enquanto na frente de nós rochas eram arremessadas nos portões da Colônia ao som dos tambores dos trolls, atrás de nós luzes amarelas, azuis e vermelhas eram emanadas por tochas que iluminavam todo o nosso caminho e pude ouvir a voz retumbante de Toph propagando-se ao nosso redor:

– Todo Mundo é Todo Mundo!!!

Próxima Cena: Campanha em Moria – Cena 15

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11 Comentários leave one →
  1. Fernando L Reis permalink
    26/10/2012 10:16

    Bom dia, senhores.
    Em uma de minhas andanças pelas historias de Tolkien encontrei este blog.
    Enrolado em meio a mais um dia de trabalho, li (sem saber porque) um trecho da Campanha em Moria. Foi o suficiente. A partir dali engajei-me na leitura sem conseguir mais deixa-la para trás. Muito bom, é o tipo de literatura de que gosto! Aquela que te vicia (no melhor sentido da palavra), que te prende e deixa-o faminto aguardando cada desenlace. Brilhante! Ao fim da leitura desta cena última, senti-me na obrigação de agradecer-lhes por compartilhar um trabalho tão bacana com o público. Vocês, escritores dedicados, estão de parabéns. Acabaram de ganhar (mais um) fã. Favoritei este blog e o acompanho desde então. Não posso ainda me furtar em dizer que aguardo os próximos episódios desta magnífica campanha!

    Além de tudo isso, os senhores fizeram-me lembrar de uma época muito boa de minha vida (não, não sou coroa, tenho 23 anos), quando reunia-me com um grupo de bons amigos na ACM para jogar RPG. Não foram muitas vezes, pois em pouco tempo nossas caminhadas tomaram rumos diferentes, mas foram suficientes para eu me apaixonar pelo jogo e pelas histórias (principalmente as que se passam em alguma realidade do medievo, como a obra do Fantástico Mestre Tolkien).
    Assim, ascenderam-me a vontade de jogar. Hoje farei contato com os caras pra tentar marcar uma mesa “like old times!” hehehhehehe.

    Bem longo este desabafo, não?
    Meus caros, que a paz esteja convosco!
    Forte abraço!

  2. 26/10/2012 19:23

    Saudações Mestre Fernando!

    Muito obrigado pelas suas palavras. Os escritores dedicados sentem-se muito honrados diante de um desabafo tão sincero e cheio de emoção. Escrever aqui pro blog não nos traz nenhum retorno material, mas ler esse tipo de comentário já é uma recompensa muito maior do que poderíamos querer.

    Fico particularmente satisfeito em saber que nossa história te tocou de alguma forma, pois a tenho em minha mente com muito carinho. É com alegria que vejo que tivemos habilidade suficiente pra transcrever pelo menos parte de tudo que vivenciamos nesses 8 meses de campanha.

    Espero que você consiga jogar com seus amigos novamente! Eu estou há muitos milhares de quilômetros dos meus companheiros de campanha, sei como faz falta sentar numa mesa e se aventurar com os amigos.

    Grande abraço!

  3. gerbur12 permalink
    27/10/2012 00:23

    Grande Fernando!

    Muito obrigado pelo seu comentário! Nos sentimos muito felizes e honrados ao lê-lo! Saiba que somos grandes fãs do professor Tolkien, que mora em nossos corações! É muito bacana ver que conseguimos tocar outros fãs do professor. Isso nos mostra ue apesar de nossa história ser só uma fan-fic, ela tem o espírito da Terra-Média. Muito bacana isso, obrigado.

    Essa cena em especial é toda voltada para Balin e os anões, como você pode ver. Essa é a nossa versão do que aconteceu em Moria com personagens tão queridos e significativos, que são os anões, e também com as próprias Minas de Moria, que de tão autêntica e importante torna-se uma personagem a parte, como venhamos tentando descrevê-la.

    Cara, espero que você ainda consiga jogar muito RPG com seus camaradas, e também que você consiga jogar aventuras memoráveis, como essa foi para o nosso grupo. Além disso, sempre que puder, continue visitando o Aventurando-se e lendo nossos muitos textos nerds sobre os diversos RPGs existentes e, claro, continue acompanhando nossa Crônica em Moria, que finalmente está chegando ao fim.

    Abraço Anão!

  4. Fernando L Reis permalink
    30/10/2012 17:50

    Meus caros,

    Fico feliz pelo retorno!
    Estou divulgando o blog para alguns bons amigos, que tenho certeza de que apreciarão o bom trabalho dos senhores.
    Avante!!

  5. Fabio permalink
    21/12/2012 00:50

    Ola Fernando boa noite!

    gostaria de sabe como Blin retorna para Moria uma vez que la ainda existia o balrog ? e os orcs ?

    Eu sei que Balin faz parte da cometiva do O Hobbit porem como que ele volta para Moria sabendo sobre Balrog ??

  6. gerbur12 permalink
    24/12/2012 01:53

    Então Fábio o que aconteceu foi o seguinte: Balin (como você disse) era um dos anões da comitiva de Thorin Escudo-de-Carvalho na Reconquista de Erebor. Quando eles conseguiram a proeza de reaver seu antigo reino que era habitado por um dragão, todos ficaram entusiasmados!

    Então Balin pensou: “Ora, se é possível livrar Erebor de um dragão e repovoá-la, porque não então livrarmos Moria do Balrog e repovoá-la?”

    Ele conseguiu convencer um grande número de anões com sua idéia e entrou em Moria sem grandes resistências. Criou uma nova colônia de anões em seus antigos salões: A Colônia. Mas logo a recém-fundada Colônia começou a ser atacada por toda sorte de orcs, trolls e criaturas e esses relatos se passam exatamente nessa época, espero ter respondido sua pergunta e que você aprecie nossas sessões de rpg, maravilhosas tardes de sábado.

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