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RPGCon & Moonfest: O Quê Aprender Com Eles?

05/10/2012
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Depois de algum tempo no ostracismo (intercalado apenas entre um e outro post sobre a narrativa de Lobisomem), eis que retorno aqui para divagar com vocês, amigos RPGistas. A questão de hoje tem sido bastante controversa em fóruns do hobby, e a considero mais uma dúvida que realmente uma polêmica.

Como está o RPG em noss país?

A razão para este post diz respeito a um evento: RPGCon 2012.

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A esta altura do campeonato, você já deve ter lido o desabafo de Wallace Garradini, organizador do evento (caso não tenha lido, basta acessá-lo aqui), e não pretendo tomar partido, ou me solidarizar com a causa.

Pelo contrário, acredito que o RPGCon realmente não deveria ter acontecido.

Eu comecei a jogar no período da novidade, pós-Geração Xerox. Quase não existiam editoras sobre o assunto ou, tampouco, livrarias que o comercializassem. Era difícil, sem a internet, conseguir os livros e permanecer jogando.

Hoje, a situação é completamente diferente. Editoras nacionais estão adotando medidas criativas para manter o RPG vivo, e uma legião admirável de Game Designers está emergindo. Só pude ter a certeza disso quando fui ao World RPG Fest, e voltei para casa maravilhado com esse futuro.

Mas acho que, muito mais que o crescimento e união das editoras, é necessária também a união dos jogadores. Nos mesmos fóruns que citei acima, constatei o descontentamento dos jogadores – como se todo esse contexto fosse apenas uma falsa esperança, ruindo com o caoncelamento do evento. Nada poderia estar mais longe da verdade.

Como RPGista que sou, fiquei satisfeito ao saber do cancelamento, antes que o mesmo evento se tornasse uma “bengala” para o RPG (o legado triste que, ao meu ver, condenou o EIRPG). Pois um evento da magnitude que foi prometida deve ser consequência de uma união muito maior.

A dos jogadores do país.

Não basta ter apenas UM evento em São Paulo (lugar pouco acessível para muitos); ele deve partir de uma série de encontros regionais, como o World RPG Fest. Vejo projetos acontecendo no nordeste, e encontros como o Retropunkers Day ou o rpg no Bob’s da Tijuca são um excelente começo.

Um bom exemplo está aqui, fruto da reunião das editoras:

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Se você estiver na cidade, vá no evento e não deixe o esforço das editoras se perder em vão. Se não estiver próximo (como eu…), vá à luta: REÚNA seus amigos e ORGANIZE algo pelo hobby, se julgar que realmente valha a pena.

Quem sabe, com nosso país mais organizado e pipocando pelo esforço de nós, Narradores & Jogadores, não consigams erigir um RPGCon ano que vem – não como incentivo para o jogo, mas como a consequência de um grande trabalho coletivo e, principalmente, apaixonado…

Let the dice roll, my friends.

Que Luna os ilumine, e até a próxima!

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8 Comentários leave one →
  1. 05/10/2012 22:58

    Perfeito cara!
    Eu presenciei essa discussão dos jogadores, e fiquei triste com a visão pessimista que muitos possuem.

    Mas eu realmente acredito que há esperança, e agora estamos num período de novas iniciativas, como esta. Infelizmente estou há alguns milhares de quilômetros de São Paulo, mas com certeza vou divulgar o evento pros meus conhecidos.

    Força pro nosso hobby!

  2. m4lk1e permalink
    05/10/2012 23:01

    Pois é, cara. Se ainda estivesse no país, podia abrigar um sulista viajante… x.x

  3. 05/10/2012 23:57

    Fiquei curioso para saber mais disso “Editoras nacionais estão adotando medidas criativas para manter o RPG vivo”.

    Desculpe minha ignorância mesmo, sou mais ligado em editoras fora do brasil.

    o/

  4. Renato permalink
    06/10/2012 02:40

    Falô tudo, rapá!

  5. m4lk1e permalink
    06/10/2012 12:44

    Já citei algumas no texto, caro frozzzt: o Retropunker’s Day, promovido pela Retropunk Editora e o próprio Moonfest foi idealizado pela Redbox – além de, claro, o apoio dado a outros eventos (como foi na divulgação do financiamento coletivo pra RPGCon).

  6. 06/10/2012 14:56

    Apesar de estarmos modernizando as ferramentas, ainda não modernizamos o nosso pensamento. As feiras eram importantes. Eu comecei a jogar RPG em 92, no Rio de Janeiro, e o único ponto de encontro pré-mIRC ainda era a antiga “Bárbaras Magias” na avenida Rio Branco. A única forma de conhecer RPG era indo lá para conversar com os mais velhos, comprar alguns dados e quiçá conseguir alguém que xerocasse pra vc o “advanced dungeons and dragons”. Nessa época a Abril o traduziu (a preços absurdos na época, junto com o cardgame spellfire) e a Devir trouxe o GURPS para o português, o que foi, com certeza, o primeiro boom do RPG.

    Naquela época, feiras como a antiga RPG Rio (em uma das edições sediadas na fundição progresso, tivemos que pegar os visitantes madrugadores e colocar em suas mãos vassouras e baldes para ajudarem a limpar os restos da festa da noite anterior) tornaram-se fundamentais para conhecermos.

    Mas hoje temos a internet e a blogosfera. Não precisamos dos eventos para conhecer os novos lançamentos e as editoras já sabem que não precisam das feiras para divulgá-los ou mesmo vendê-los. As editoras que pararem de ver os eventos como “chance de vender livros” e passarem a vê-los como “chance de cativar ainda mais esse jogo entre as pessoas” irão investir. Pq sabe que criar o público para seu produto é uma ótima campanha de longo prazo.

    Eu volto a bater na mesma opinião de que a RPGCon poderia ser bienal, de qq forma.

    • m4lk1e permalink
      06/10/2012 22:07

      Exatamente, caro Leandro. Se comparado a esses tempos negros do princípio, temos um legado muito rico, e em franca expansão. Isso só será maior com a conscientização de jogadores, velhos e novos, de que o RPG precisa de mais participantes, e não de mais livros.

      Por isso que proponho a criação de eventos regionais, para fundamentar um evento do porte do RPGCon.

  7. 08/10/2012 18:36

    Ótima visão, cara…. Em minha postagem sobre o assunto, na Confraria de Arton, não tive uma visão pessimista, mas indignada. Temos um grande mercado e um grande grupo de rpgístas ativas por aqui. Como tu mesmo disse “Editoras nacionais estão adotando medidas criativas para manter o RPG vivo” e por isso mesmo não podemos aceitar que elas tenhas uma visão amadora de RPG no país, vendo as ‘grandes’ feiras apenas como ponto de venda e não como um momento para ampliar o hobby no país.

    As pequenas feiras, que curiosamente estão pipocando por todos os cantos do Brasil nesses últimos dias, são uma respostas dos rpgístas ao cancelamento da RPGCon. Se não uma resposta direta, é uma maior visibilidade dos encontros para dizer aos quatro ventos que temos eventos sim em todos os cantos.

    Não sou ‘fã’ de grandes eventos pelo tamanho, mas sim pela abrangência midiática que podemos ganhar com isso. Lógico que esses grandes eventos não são acessíveis à todos, mas cumprem um papel no crescimento do nosso amado hobby.

    Considero que com pequenos eventos espalhados por aí e com um ou outro grande evento, daríamos asas ao RPG no Brasil como nunca vimos.

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