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Desabafo – A Conclusão de Curitiba

02/08/2012
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Depois de um bom tempo sem contribuir com este blog, eis que pretendo compartilhar com vocês algo que trouxe comigo do World RPG Fest. Não irei me ater à descrição do evento porque o grande amigo Chico (como porta-voz da Comitiva do Mago Manco) já o fez neste espaço.
Foi a minha primeira vez num evento deste porte, e devo dizer que a experiência foi fantástica. Conheci muita gente nova, adquiri novos livros à minha coleção e obtive as respostas que fui procurar naquelas bandas (isso, claro, é assunto para um artigo futuro).

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Estava cercado por jogadores e mesas de todo tipo, gente se divertindo como tenho feito por anos. No entanto, a experiência mais enriquecedora nesse final de semana foi a convivência com a comitiva em si. Pessoas geniais, bem acostumadas com o hobby e que o colocavam em discussão o tempo todo – só pelos “brainstorms” em que participei com eles, já valeu muito a pena.

Antes de prosseguir, devo admitir que estava estagnado como RPGista, por acreditar que o jogo tinha papéis estratificados – aquela relação “Mestre – jogadores”, em que o primeiro detinha o poder da criação. Acho que isso aconteceu por viver em uma cidade pequena, sem ter a chance de atuar como jogador, e acabei me deixando levar pelo prazer dos “3D’s” (definir, descrever e desafiar).

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No evento, fui apenas um jogador – pois não havia me preparado para narrar em Ghondaria, meu “território natural”. Foram três jogos distintos, que me mostraram o quão criativa pode ser uma mesa de jogo. Em Violentina (um jogo excelente, por sinal), a criação mostra-se plenamente à medida que o jogo progride. Os posteriores, One Ring e Quintessência, permitiram a mesma margem criativa – mesmo com personagens pré-construídos, a personalidade dos jogadores partiu da livre criação. Na foto acima, tivemos intriga e muitos planos em Argos, num playtest que sequer explorou o sistema de jogo!

Logo, esta é a minha conclusão: não importa qual seja o seu papel dentro do jogo, a liberdade criativa é disponível para você! Mestres e Jogadores fazem parte do mesmo contexto, da mesma atividade; logo, toda sessão pode se transformar em uma epopéia em potencial, ou em uma história limitada se o grupo assim desejar!

Como diria Andrew Bates: “Se você não está se divertindo, está jogando errado”.

Então, a mensagem que deixo para vocês, leitores, é: exercitem a sua imaginação. Leiam, atuem, participem, construam a história – pois parte da real diversão é JUSTAMENTE ISSO!

Para os amigos da Comitiva, digo que ano que vem teremos mais!

Para os demais, que Luna os ilumine e até a próxima!

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4 Comentários leave one →
  1. 02/08/2012 21:05

    Acho que cada um de nós saiu um pouco diferente dessa viagem hein?
    Foi uma experiência incrível, em diversos sentidos.

    Obrigado por compartilhar sua visão com a gente Jairo!

  2. 03/08/2012 13:12

    Cara, lendo seu post eu lembrei de umas idéias que estão nesse texto aqui: http://www.ropecon.fi/brap/ch8.pdf , cortesia do Du.

  3. gerbur12 permalink
    05/08/2012 17:13

    m4lk1e, senti isso que você está falando também.

    Cara, jogar RPG com outras pessoas que não estamos habituados é muito bom. E nossa galera em especial tem uns caras que manjam muito de RPG. Ampliou meus horizontes também! Inclusive voltei de Curitiba no ônibus de madrugada falando sobre isso com o Chico: serei um mestre melhor de agora em diante. Serei um mestre menos jogador e deixarei meus jogadores serem mais mestres e dominarem mais o poder de criação. Não acreditava que isso era possível antes desse evento.

    Outro brainstorm muito enriquecedor foi o papo no restaurante bucaneiro Tortuga. As experiências e conhecimentos de live do Dú são além da imaginação. É tão profundo que para mim chega a ser filosófico. Ainda não entendi como toda aquela maluquez pode dar certo, mas acredito que dê. Fantástico.

    Curti muito também o Barba contando sua experiências com Mouse num sei o quê, num sei o que lá! A idéia desse RPG parece ser muito bacana mesmo: ratos honrados par os quais, todas as coisas do mundo são desafiantes! Mesmo as banais como uma simples vassoura. Puxa queria ver uma batalha dessas! Pena que ainda não traduziram. Espero um dia podermos jogá-lo. Talvez em BH no próximo encontro da Comitiva, quem sabe? hehe.

    Só mesmo a maluquez do RPG para conseguir se reinventar como se reinventa e cada vez mais ir deixando claro a frase que o palestrante do evento falou: “RPG não mata, RPG salva”. A frase chega a ser engraçada, mas não menos verdadeira.

    Rock’n Roll RPG!

  4. m4lk1e permalink
    05/08/2012 18:17

    Pois é, Gonçalo! Passamos três dias respirando (e transpirando) RPG, e muitas idéias surgiram na minha mente – tanto para meu mundo, quanto para outras perspectivas (que pretendo compartilhar contigo e os demais membros da Comitiva para mais um “brainstorm”)

    E ano que vem teremos mais, seja onde for!

    A propósito, um lembrete: “Nada é verdadeiro. Tudo é permitido!”

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