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Mantendo o Grupo… e o Cardápio!

16/04/2012
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Em onze anos atuando como Narrador, posso afirmar que vi grupos variados e, com o passar das sessões, o tédio pode vir à tona. Creio que isso seja perfeitamente natural, pois as idéias e interesses de cada um podem mudar com o tempo – como acontece com tudo, ou quase tudo, na vida.

No entanto, isso não precisa ser assim. O Narrador pode tornar o jogo ainda atraente, mantendo a atenção dos participantes e divertindo-os. Para isto, algumas considerações precisam ser feitas…

Os Interesses do Grupo

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Ok, isso pode soar repetitivo (já que citei isso no artigo anterior). Mas um Narrador disposto a se divertir pouco poderá fazer se não conhecer o grupo.

Se os jogadores forem iniciantes, uma introdução ao jogo é fundamental – ao mesmo tempo que permite saber que tipo de cenário pode diverti-los. Um fã de horror, inspirado em seriados como Supernatural e afins, dificilmente se divertirá com uma epopéia Sci-Fi ao estilo Star Trek, e isso deve ser levado em consideração.

Formulando uma Estória (sim, com “E” mesmo…)

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Com o grupo formado, cada um dos jogadores irá compôr sua personagem, e o Narrador irá trabalhar na estória.

“Mas, como poderei criar uma narrativa se nem sei o que vai acontecer durante o jogo?”, eis a sua pergunta.

Realmente, o RPG é algo imprevisível (ao meu ver, essa é a diversão da coisa), e apenas a decisão dos jogadores dá continuidade e rumo à estória.

Portanto, o Narrador planejará o plano de fundo para a narrativa, dando base para a criação das personagens e, ao mesmo tempo, estimulando a formação de suas personalidades (seja por escrito, ou apenas na interpretação).

Montando o “Cardápio”

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Certa vez, eu li em uma Dragão Brasil a seguinte mensagem, ou algo parecido; “ser Mestre é como administrar um restaurante: o cardápio precisa ser variado, ou sua clientela poderá diminuir!”

Concordo plenamente com essa colocação. A estória pode ser a mais simples (como a “enfrentar desafios em busca da volta para casa”, ilustrada em tantas referências) que, com a variedade nos desafios, pode se tornar algo muito maior.

Um bom exemplo disso pude presenciar há alguns anos, em uma mesa de Shadowrun. Os personagens, mercenários contratados por um figurão corporativo, tinham como missão reaver o controle de um petroleiro – dominado por ecoterroristas. Sua chegada nos arredores, no entanto, não foi nada sutil, e os antagonistas cumpriram sua intenção: destruíram o petroleiro, e o contratante prendeu os jogadores em uma dívida gigantesca, e deveriam trabalhar para ele para pagar o prejuízo que sofreu…

Por isso, aconselho a valorizar as escolhas de cada jogador (sem muitas limitações, quero dizer), e trabalhar com as consequências de cada uma delas. Isso elimina o planejamento excessivo e qualquer frustração decorrente, e facilita o manejo da improvisação (dos jogadores e, claro, evitando a famosa “Regra de Ouro” – mas isso fica para outro artigo…)

Palavra de Poder: Divertir-se

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Se os jogadores estão motivados a participar, a estória se desenvolve a um bom ritmo, e o “cardápio” é bem variado, resta-lhe apenas um último conselho:

DIVIRTA-SE!

deixe os jogadores libertarem a sua criatividade na interpretação e resolução de desafios. Como, Narrador, surpreenda-os com um clima de jogo, construído com toda sorte de recursos extrenos – de uma interpretação diferenciada para cada antagonista, a uma caracterização do local do jogo, com direito até a trilha sonora!

E lembre-se de uma coisa SEMPRE: caso não seja divertido, você e seu grupo estão jogando errado…

Que Luna os ilumine, e até a próxima!

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5 Comentários leave one →
  1. Chico Napolitano permalink*
    16/04/2012 23:05

    Gostei da analogia do cardápio! hahaha
    Um Mestre que não tem flexibilidade acaba prendendo os jogadores em uma história linear, e isso nunca dá certo.
    Concordo com você Jairo, um dos grandes atrativos do nosso hobby é a possibilidade do Narrador e jogadores criarem a história!

  2. Monseha permalink
    16/04/2012 23:41

    Por isso que narrador é narrador e jogador é jogador.
    Eu sou jogador, porque apesar de me considerar criativo eu não sirvo pra comandar essas pequenas coisas chamadas adversidades que os jogadores criam surpriendendo e indo por um lado ou adotando uma postura não esperada ou desejada…

    • m4lk1e permalink
      16/04/2012 23:48

      Isso é uma questão de hábito, Monseha. Eu comecei como jogador, e a leitura sobre sistemas e cenários permite um cuidado maior com a história. Se você lê sobre um cenário para criar um jogador coerente, por que não leria para criar algo um pouco maior?

  3. Monseha permalink
    17/04/2012 00:29

    São as adversidades o meu fraco…

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