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Narrando aventuras solo

08/04/2012

Neste feriado narrei uma aventura diferente de RPG. Foi uma sessão bem simbólica pra mim por dois motivos: um porque mestrei para apenas uma pessoa (o Flávio, também autor do blog), e a outra porque finalmente testei a última versão do sistema que criei pro RPG que estou escrevendo. Por enquanto não darei mais detalhes sobre o mesmo, mas tenho certeza que posso escrever algo útil sobre narrar aventuras solo.

Eu tinha pensado em um enredo pra aventura, mas o personagem que meu amigo criou acabou sendo tão espontâneo e, ao mesmo tempo, incompatível com o que eu tinha pensado, que me recusei a boicotar a criação dele em prol da criatividade. E aí começamos uma história de criação conjunta, que resultou em uma experiência diferente e muito divertida!

Quando há mais de um jogador, o Mestre sempre tem que tomar cuidado pra manter uma coerência no resultado das ações dos personagens, tentando balancear o jogo para que não haja injustiças. No caso da aventura solo, só há um jogador, logo, esse cuidado não precisa ser tão grande. Afinal, qual é o problema do personagem conseguir umas coisas mais “impossíveis”, e deixar a aventura mais irreal e fantástica?

Na experiência que tive, Robercupus ganhou o respeito de um pirata e de toda sua tripulação (e de um mendigo), escalou o tentáculo de um kraken (polipolvo no caso), espetou um arpéu no olho do mesmo, lutou com a sombra da sua culpa, encarou-a de frente e, apesar da ajuda dos Deuses, morreu em batalha.

Essa enorme quantidade de coisas, que usualmente teriam espaço somente no período de uma campanha, aconteceram em uma one-shot, de uma forma que surpreendeu tanto a mim quanto ao jogador. Tivemos um jogo bem rico e interessante em 2 horas! (bem diferente das 5 ou 6 que costumamos jogar em grupo).
Agora me pergunto: qual não é o potencial dessas aventuras solo?

Uma ótima maneira de experimentar coisas novas – sistemas, cenários, jeitos de narrar… e um bom jeito de passar o tempo, utilizando-se da criatividade do Mestre e do jogador.

Acreditem, vale a pena!

Não tenham medo de desafiar as convenções!

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4 Comentários leave one →
  1. m4lk1e permalink
    08/04/2012 11:15

    Realmente, aventuras-solo são muito interessantes, ao contrário do que se espera. Claro que, com um grupo, a história torna-se maior e repleta de objetivos (seja propostos pelo Narrador, seja de cada personagem) – mas, com apenas um jogador, tudo é mais fluido e dinâmico.

    A propósito… Depois, vou querer saber os resultados desse teste, e os avanços no Quintessência. ^^

    • Chico Napolitano permalink*
      09/04/2012 23:58

      É, nas aventuras solo sacrifica-se a dinâmica de grupo pra aumentar a criação conjunta.

      Cara, o Quintessência tá com a base sólida, o que falta agora são as nuâncias :)

  2. Flávio "Alain" Rodrigues permalink
    14/04/2012 00:47

    Realmente o resultado foi extremamente divertido e surpreendente. Como eu e o Chico já somos amigos de longa data e compartilhamos de alguns pensamentos sobre como deve ser um RPG divertido, tudo fluiu muito bem numa criação conjunta, que no final agradou tanto a mestre quanto a jogador. Além disso, quando se é o único personagem, dá se uma noção de “herói” maior. Afinal, não é um grupo, é apenas um, você, o protagonista. Outro ponto que acho importante ressaltar é que, como são só dois, existem muito menos distrações, e a imersão na aventura é muito maior. Você não tem que esperar outros agirem, ou não tem algum outro jogador contando uma história de um RPG passado, algo que aconteceu na semana, etc. Nós jogamos apenas duas horas, mas foram duas horas mais intensas que muitos RPGs de 5 horas que eu já joguei. Aconteceu muita coisa.
    Enfim, creio que é uma experiência que gostarei de repetir outras vezes, e que podem surpreender muitos dos jogadores.

    p.s.: Se quiser incluir esse comentário no texto, Chico, como a visão do jogador na aventura solo, fique à vontade.

  3. Chico Napolitano permalink*
    14/04/2012 15:19

    Grande Flávio, agradeço a opinião!
    Acho que os comentários sempre adicionam ao post, vou deixar sua opinião aqui mesmo.

    Abração!

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