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Campanha em Moria – Cena 2

13/03/2012

Cena anterior: Campanha em Moria – Cena 1


O cansaço e a dor tomaram conta de mim e eu adormeci ali mesmo onde estava. Não sei quanto tempo se passou, mas acordei com vozes próximas, e meu coração acelerou. Eu não sentia mais o calor do sol no meu rosto, e provavelmente os orcs ainda tentariam sabotar minha missão.

As vozes vinham exatamente na minha direção, e não haveria chance de eu me esconder em tão pouco tempo. Ainda confuso e sem prestar atenção nas palavras ditas, segurei meu bastão e exclamei: “Venham criaturas de Morgoth, ensinarei-os o que é dor!

No momento eu achei que havia enlouquecido, mas ao invés de ouvir gritos de guerra e xingamentos, ouvi risadas perante a minha ameaça:

“Calma mestre anão, não estamos hoje aqui pela sua cabeça. Muito pelo contrário, ficamos felizes de encontrá-lo aqui. Precisamos mesmo de um guia para entrar em Moria!”

Parece que minha maldição era que, na minha vida, qualquer alegria teria que ser comprada pelo preço de tristeza profunda. Quando menos esperava, fui abençoado por um encontro que, provavelmente, em outra situação não ocorreria. Se eu e Capitão Ori saíssemos da montanha, iríamos o mais rápido possível em direção ao norte e aos nossos parentes, e não teria tido a oportunidade de conhecer aquele grupo estranho. E não me refiro a eles assim à toa. Um anão, dois elfos, e dois humanos querendo entrar nos salões de “Moria” não é algo que se encontra todo dia.

Pedi para Korf patrular as redondezas enquanto me unia ao grupo para entender melhor a situação. Por mais que eu tivesse pressa na minha missão à Erebor, eu pressentia que algo importante estava acontecendo ali. Algo que poderia transformar o destino da colônia e, quem sabe, até da Terra Média!

O primeiro a se apresentar fora Tyr, o anão.Ele fora enviado pelo Rei Dáin para obter notícias da nossa colônia, e dizia ser um guerreiro capaz de derrubar dois orcs com um só movimento.

Ri do comentário de Tyr lembrando-me da minha própria juventude caçando orcs e aventuras pelas terras do norte. Para um guerreiro anão, o prazer de derrubar seu oponente com um golpe certeiro valia mais do que qualquer elogio de uma anã.

O segundo a se introduzir fora Butuite, o elfo. Apesar de não conhece-lo pessoamente, eu já sabia da história dele, mas queria ouvir com suas próprias palavras o que o trazia ali. Assim como eu, Butuite foi salvo por Balin & cia da morte certa pelas mãos dos orcs, e o elfo em gratidão jurou servir nosso senhor. Ele era nosso “batedor externo”, mantendo os olhos e ouvidos atentos ao movimento dos servos do escuro na região externa de Moria. Sua chegada à colônia só significaria más notícias, e não fora algo diferente que ele me disse – ou pelo menos tentou dizer, na confusão de palavras e pensamentos que saíam da sua boca. Uma exército de orcs fora visto marchando na direção do norte, e, após resgatar os humanos e o anão de uma briga com os batedores do exército negro, Butuite se dirigiu à Khazad-dûm com a companhia ali reunida.

Os próximos a se pronunciar foram Lis e Éowulf, xingando o elfo por ter se escondido na batalha, e por ter reduzido o papel dos mesmos no combate que ocorrera.

Comecei a rir do bate boca que começara, e acabei nem percebendo a aproximação da elfa. Elen era seu nome, e confesso que me assustei quando ouvi sua voz perto do meu ouvido. Ela me contara que era uma mágica, e que, em um encontro com a senhora Galadriel, obtivera as visões que deveria ir à Moria encontrar seu destino e ajudar outros a completarem o deles.

Me arrepiei com as palavras que ouvi. Seria possível que a Senhora da Floresta enviara aquela que poderia nos ajudar a desvendar a língua dos orcs? Quando lhe perguntei isso, a elfa confirmou que possuía esse conhecimento, e mais alguns que poderiam nos ser úteis.

Antes que pudesse me recompor da surpresa, Éowulf me dissera que conseguira obter dos batedores orcs a confissão que o exército negro seguia para Montanha dos Anões.

Pelas barbas de Balin, que encontro! Meus pensamentos se voltaram para a minha própria missão: será que um pedido de ajuda à Erebor seria útil nesta altura dos acontecimentos? Com um exército a caminho do Montanha Solitária, uma mensagem avisando-os dos inimigos seria muito mais coerente do que um pedido de homens, que com certeza seriam necessários à defesa deles. Maldição! Estávamos com inimigos por todos os lados, até parecia algo proposital…

Enquanto ainda pensava, os jovens mensageiros se aproximaram de mim e perguntaram o que aconteceu comigo. Minhas roupas estavam rasgadas, duas flechas pendiam da minha armadura e meu rosto estava quase que inteiramente coberto pelo capuz que usava, como se eu quisesse esconder algo.

Era minha vez de falar, mas não tudo. Contei rapidamente sobre a reunião com Balin e minha missão à Erebor, sem mencionar Ori. Disse ainda que havia saído de Moria no momento que a escadaria era destruída atrás de mim, e que seria difícil encontrar outro caminho agora.

Eles pareceram preocupados, mas, para meu espanto, a preocupação deles era com meus ferimentos. Acho que a idade avançada sensibiliza as pessoas e, após alguns protestos de Tyr – “Onde já se viu um elfo encostar num anão? eu mesmo faço isso!” Elen usou seus poderes para curar meu corpo. Agradecido, disse que deveríamos descansar esta noite, e amanhã entraríamos na montanha.

Eu precisava de descanso e de tempo para pensar em como enviar uma mensagem à Dáin. Enviar Korf ao rei seria arriscado, pois além da enorme perda para mim, exigiria que meu amigo sobrevoasse a maldita Floresta das Trevas, que ainda possuía muitos perigos,  mesmo sem o Necromante…

Nas horas de vigília, decidi que deixaria os próprios espiões do Rei sob a Montanha descobrir sobre o exército dos orcs. Afinal, se um elfo confuso, um anão impetuoso, uma elfa estranha e um humano descobriram, não deveria ser muito difícil.

Este é o final do relato de Toph, sobre a 1a sessão de RPG que tivemos. Pra quem achar necessário, assinalei no mapa da Terra Média as localizões importantes para a aventura:

Mapa da Terra Média com Erebor, a Montanha Solitária assinalado em azul, e Khazad-dûm/Moria, assinalado em vermelho.

Próxima Cena: Campanha em Moria – Cena 3

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