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O Jogador no Papel do Mestre

24/02/2011

Depois de algum tempo só jogando, voltei a me situar atrás do escudo do Mestre. Fazia alguns anos que não narrava uma campanha, e, não posso deixar de dizer, já estava com saudades do cargo.

Estamos jogando no cenário Vikings da Conclave editora, adaptado por mim para 4.0 (logo farei um post específico sobre o cenário adaptado). Temos 3 jogadores que já jogaram no grupo, e mais 3 que por enquanto são promessa.

Tivemos 3 sessões até agora, e acho que já posso relatar algo relevante sobre a (re)adaptação jogador – mestre:

– Preparação: Fazia tempo que eu não precisava preparar algo para jogar RPG. O importante aqui é selecionar os elementos-chave do plano de fundo do jogo. O que está acontecendo no cenário (independente das ações dos jogadores), o que o background de cada jogador pode influenciar (e ser influenciado) pelas coisas que estão acontecendo, e como as aventuras vão se encaixar nesse plano de fundo. Com isso estabelecido, tenho um terreno sólido para os personagens andarem e moldarem o mundo. Aqui eu tenho que tomar muito cuidado pra não me animar muito e escrever um livro sobre o que está acontecendo, mas imagino que isso seja pessoal (quem já leu os relatos da campanha em Anderton pode ver que é algo que realmente me agradada).

Ser Mestre é uma arte!

– Interpretação: Diferentemente de interpretar um só personagem, agora tenho que encarnar vários, e ainda pensar nas motivações deles ao lidar com os jogadores. Isso está estritamente ligado à preparação antes mencionada. Se eu tenho claro na mente o que está acontecendo no cenário, sei o que os meus personagens vão querer, e o que podem oferecer aos personagens dos jogadores. Claro que a improvisação do mestre sempre está presente, mas ter algo para se basear sempre é uma mão na roda para não criar algo que destoe do cenário. Afinal, mesmo que seja um mundo imaginário, é preciso ter uma coerência interna.

– Múltipla atenção: Tenho que me policiar pra dar atenção a todos os jogadores, o que nem sempre é fácil. Para manter o jogo fluído e com a participação de todos, preciso que cada um faça sua parte na aventura, e é meu papel como mestre dar essa oportunidade. Sempre há jogadores mais “aparecidos” que os outros, e, se o narrador não tomar cuidado, pode ser que a campanha fique com apenas um ou dois protagonistas. Manter o interesse e as atenções dos jogadores é um dos maiores desafios, mas também é, na minha opinião, o mais recompensante. Não há nada mais legal pra mim do que depois do jogo terminar, ouvir os jogadores comentando da sessão entre eles ou comigo mesmo.

Por hora é isso. Poderia falar coisas mais específicas da nossa mesa, mas como já disse, logo farei um post sobre o cenário adaptado e as dificuldades do mesmo. Quando tiver isso feito, linkarei ambos os posts para que estes sejam encarados como um complemento entre si.

Um abraço!

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