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Interpretação de personagem – Criação

21/09/2010

Tudo começa no próprio processo de criação do personagem. Quem é esse personagem que você irá interpretar?

Essa pergunta pode parecer simples a primeira vista:

“É um guerreiro anão”, “um Gangrel do Círculo da Anciã” ou ainda “uma Sideral Exalted”.

Mas ela é muito mais complexa que isso!

Se eu perguntasse a você leitor/a – Quem é você? – o que você me responderia?

“Sou um estudante do Ensino Médio”, “sou um nerd solteiro”, “sou um historiador”…

Isso é suficiente pra te definir?

Se isso fosse suficiente, todos os estudantes do E.M. seriam iguais, assim como todos os nerds solteiros. Mas, como bem sabemos, não é caso! E o mesmo vale para as primeiras respostas. Todo anão guerreiro é igual? Todo vampiro?

Cada pessoa tem sua história, suas manias, suas crenças, suas características, suas experiências, que, para o bem ou para o mal, a fazem ser única.

Faça o mesmo com seu personagem!

Não estou dizendo que você precisa escrever a infância do seu anão, mas com certeza se você pelo menos pensar no motivo para o seu humano ter sido escolhido como Exaltado, seu personagem será mais interessante.

Vamos pensar um pouco: Se você cria um guerreiro anão, você estabelece várias características pra ele, que vão variar do sistema que você usa. Mas deixando a mecânica de lado… seu anão nasceu guerreiro? Creio/espero que não.

Então o que ele fez e passou nesse meio tempo? Ele já trabalhou com outra coisa? Porque ele quis ser um guerreiro? Ele quis mesmo ou não teve outra opção? Alguém o ensinou a lutar? Aprendeu na “raça”? E sua família, sente orgulho dele?

É engraçado que mesmo que você não pense nisso tudo imediatamente, conforme você vai construindo sua história e motivações, as respostas vão “surgindo”:

“Meu anão Brim acha que sua família sente orgulho dele, já que, como todos estão mortos… não! foram mortos! Hm… por gigantes! ele não pode saber… Ah, já tenho o motivo para a classe dele (guerreiro), ele quis se vingar das criaturas!”.

É engraçado que conheço muita gente que adora passar horas montando uma ficha, e na hora de escrever mesmo que um resumo sobre o personagem, faz isso em 5 minutos, quando faz.

Ninguém tem obrigação de fazer nada, mas, como já disse, as diferenças são gritantes…

Além de enriquecer seu personagem, pense um pouco no que isso pode significar para a história da campanha. Com mais detalhes sobre você (no jogo), o Narrador pode unir vários elementos da trama com a história do seu personagem, e vice-versa. Não seria interessante se seu Sideral Exalted pudesse atuar nos rumos de toda sua facção? Ou se seu anão, depois de algum tempo procurando pistas sobre os assassinos de sua família, encontrasse os gigantes e pudesse se vingar?

Outra coisa que pode ser explorada, e normalmente dá um resultado bem legal, é unir as histórias dos personagens da mesa. Porque não deixar todo mundo da mesa de Exalted na mesma facção? Que tal os dois halflings da mesa de D&D serem irmãos?

Além de serem motivos para os personagem andarem juntos e partilharem aventuras, cria-se uma laço afetivo entre eles. É muito mais crível e emocionante defender o seu irmão em uma briga de taverna, do que simplesmente deixar ele ser preso já que foi ele que começou a porradaria mesmo.

Seu anão só sabe bater?

Uma coisa que eu gosto na hora de criar meus personagens, é imaginar que eles já foram pessoas comuns: camponeses, marceneiros, garçons… É muito difícil alguém que já tenha seu destino predestinado. Se você prefere que seu personagem já tenha tido seus passos definidos, pelo menos dê um bom motivo pra isso!

Para concluir essa primeira parte sobre Interpretação de personagens, queria dizer isso: Faça suas escolhas com consciência! Não encare uma ficha como uma simples página a ser preenchida. Ela é muito mais do que isso. Ela é a ponte que liga a sua imaginação ao sistema do jogo! Deixe a sua imaginação fluir, e seu jogo, e o de todo mundo, será muito mais divertido!

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4 Comentários leave one →
  1. 08/05/2015 19:33

    Foi muito interessante esses textos sobre interpretação de personagem,aprendi algumas coisas.

    • 08/05/2015 20:03

      Que bom que você gostou Marilia. Confesso que eu também senti prazer em reler esses posts mais antigos.
      Abraço e volte sempre!

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