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Campanha em Anderton – Cena 2

26/06/2010

 

Cena anterior: Campanha em Anderton – Cena 1

Se você mora em Anderton, deve certamente me conhecer, sou Aywannë, filha de Gajan o sábio da vila.

Aywanne

A proximidade do inverno e a queda de temperatura fazem com que os primeiros efeitos já sejam sentidos pelo povo, mais frio significa mais gente doente, o que significa mais trabalho em casa. Nessa época do ano a vida de meu pai resume-se a praticamente cuidar das pessoas, e a minha a ajudá-lo.

Meu trabalho, diferente do dele é basicamente de resolver pequenos problemas e efetuar pequenas buscas que não necessitem da ajuda da guarda, ou seja, caso uma criança se perca, eu que vou encontrá-la, caso um rebanho seja roubado eu vou procurá-lo (que meu pai não nos ouça, mas ele não tem mais idade para correr atrás de ovelhas roubadas), fui escolhida para essas tarefas talvez pela única característica que herdei de meu pai, minha percepção.

Essa semana houve outro caso do sumiço de rebanho. Por sorte foi uma cabeça de gado apenas, mas algo me intrigava, há alguns dias passei a notar que meus serviços tornavam-se ainda mais comuns, antes dedicados a casos isolados, essa semana pelo menos uma série deles já haviam sido solicitados. E na esperança de resolver esse assunto de uma vez por todas, decidi ir até a última fazenda atacada.

Enquanto eu analisava algumas pegadas ao redor da fazenda, ouvi um som alto e grave, o qual liguei rapidamente ao de um berrante. Imaginei logo que algum fazendeiro enquanto caçava tinha sido atacado por um javali(algo bastante comum, e que na maior parte dos casos terminava gravemente), não pensei duas vezes, saquei meu machado e fui na direção que o som me indicava.

Alguns minutos se passaram, mas quando cheguei, me surpreendi com a cena nada comum: era uma batalha, não contra um javali, mas contra goblins, sim eu sei, parece surreal, eles nunca aparecem de dia e evitam se encontrar com humanos, mas estava acontecendo. Haviam três pessoas conhecidas lutando contra eles, Balzak, nosso líder, seu filho Alain, e um amigo, certamente o que soou o berrante, Aramis.

Logo que eu cheguei sem ter tempo para analisar a situação fui de encontro com os inimigos, que sofreram muitos golpes de machado e que certamente nunca os esquecerão. A batalha terminou com a nossa vitória, vários goblins mortos e um prisioneiro. Infelizmente nós não ficamos intocados, nosso lider Balzak estava gravimente ferido.

Eu realizei os primeiros socorros, depois de anos observando o trabalho de meu pai, sabia que era algo que poderia ajudar.

Enquanto isso Aramis tentava retirar informações do goblin prisioneiro.

Dirigimo-nos então para a casa mais próxima, a fazenda de Aramis, que ficava a poucos minutos de onde estavamos. Todos já nos preparavamos para acompanhar Balzak para a aldeia onde meu pai certamente iria cuidar de seus ferimentos. Mas um pedido inusitado dele nos fez permanecer onde estavamos, ele pediu a Alain que contasse com a ajuda de Aramis para treinar, e para mim que me mantivesse com os dois.

Sem querer gerar indisposições com o chefe de aldeia, que além de estar machucado era uma ótima pessoa, decidimos não contraria-lo, mas isso não significa que principalmente eu e Alain ficariamos felizes em passar a noite em uma fazenda extremamente distante da cidade.

No meio da noite, depois que os pais de Aramis já tinham se retirado para dormir, eu e Alain persuadimos nosso amigo a ir conosco até o centro da cidade, cada um por seus motivos, o filho de Balzak porque queria visitar a casa vermelha (uma casa de mulheres pouco respeitaveis), eu pela ação e Aramis para se certificar de que voltaríamos e que logo pela manhã ele poderia iniciar o treinamento de Alain.

Chegamos à parte central da vila com todo o cuidado para não acordarmos ninguém e nem sermos percebidos, mas ao nos aproximarmos da grande fogueira pudemos notar as sombras dos conselheiros da cidade, inclusive de Balzak que já parecia melhor e do meu pai. Eles conversavam sobre o ataque dos goblins, e que os jovens deveriam ir investigar as montanhas, mas sempre que havia essa sugestão, vozes soavam rapidamente em protesto, não conseguimos ouvir com exatidão as palavras, mas algo nos dizia que falavam de nós. O conselho teve fim com uma sugestão de Balzak, “amanhã nos encontraremos e decidiremos sobre o futuro”.

Nós três concluimos que deveriamos voltar pela manhã para descobrirmos essa tal decisão.Voltamos todos então para a fazenda, onde os meninos logo adormeceram, e eu fiquei meditando a respeito das eventuais aventuras que nos esperariam em breve.

Próxima Cena: Campanha em Anderton – Cena 3

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