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“De nerds e loucos todos temos um pouco…”

20/06/2010

Meus queridos amigos rpgsistas,

Como uma pessoa “normal” os descreveria?

a)      Anti-sociais;

b)     Que não pegam ninguém;

c)      Que vivem num mundo de fantasia e são esquisitos;

d)     Todas alternativas anteriores e mais algumas piores;

É, vocês sabem que a maioria das pessoas os vêem assim, não sabem? (Se não eu vou dar uma pausa pra você chorar, odiar sua vida, prometer mudar e sair pra pegar uma cocota, mas ver que ta frio demais lá fora e acabar voltando pro pc pra continuar a ler enquanto come o doritos com a coca…

Ok? Deu tempo, né?). Pois saibam que inclusive eu os via assim… Até me juntar ao lado nerd da força!

Bom, nesse relato, que visa as pessoas que não conhecem, entendem ou têm preconceito contra o RPG e os nerds, eu vou contar um pouco como comecei a me interessar por RPG, como mudei minha visão dos nerds (apesar de conhecer muitos que se enquadram na descrição acima) e me tornei um feliz desbravador da terra média, de outros planetas e assassino de goblins.

A primeira vez que tive contato com RPG foi em uma aula da longínqua 5ª série. Na época, nem sabia que se tratava de RPG, mas joguei um baseado no mundo de Pokémon. Depois de perder a liga (sim, sou um fracassado… Por que me traiu, Blastoise?) eu não tive contato com o jogo até o ensino médio… Foi quando meus amigos nerds me chamaram para uma sessão!

Deram-me uma ficha grande, que eu não entendia nada, e começaram a contar historias que eu não fazia idéia do que se tratavam. Resumindo: boiei, como qualquer bom jogador de primeira viagem. Acabava só fazendo o que falavam pra eu fazer com medo de estragar o jogo que eu não entendia bulhufas! Odiei RPG, e preferia lutar com uma flecha atravessada no saco do que jogar aquilo de novo.

Nerds em seu habitat natural

Mas o tempo passou, todos meus amigos continuavam jogando e, ao ter de escolher passar os domingos assistindo as “videocassetadas” ou encontrar meus amigos e jogar RPG (pelo menos tinha pizza no final!), eu preferia a segunda opção, e assim joguei outras vezes.

O tempo foi passando e fui começando a entender aquele universo. Conheci outros mestres, outros tipos de jogo, e as coisas começaram a ficar interessantes.

Ao terminar o ensino médio, fui cursar artes cênicas em um conservatório. E onde mais poderia exercitar minha interpretação? Sim, o RPG parecia cada vez mais interessante.

Criar personagens, mundos, aventuras. Fui entendendo o sentido verdadeiro de tudo o que aquilo significava. Não eram apenas pessoas alienadas que viviam uma realidade fictícia (apesar de que, infelizmente existem as pessoas assim), mas sim uma viagem pela psique humana, pelas escolhas, pelos desafios que, sim, são fictícios no jogo, mas traduzem os próprios medos e anseios do jogador em busca de um significado para sua própria vida.

Afinal, não somos todos nós aventureiros? Não buscamos nossos objetivos? Nossos tesouros não são simples baús repletos de ouro de um velho rei, mas uma busca muito maior, incansável e, às vezes, inalcançável, mas nem por isso uma jornada menos prazerosa.

Perdi meu preconceito contra o jogo, entrei de cabeça, participei de eventos, conheci muita gente (até fui parar num blog de RPG!) e, acima de tudo, me diverti muito!

A dica que eu dou para você, que não conhece ou até tem medo de jogar, mas quer se aventurar (ou é obrigado/a porque seu namorado/a passa o final-de-semana jogando e ou você aprende ou você perde o namorado/a), é: arrisque-se!

Vivemos num mundo de regras, de “certo e errado”, de tentar parecer o melhor e demasiada racionalidade. E, entrando com essa mentalidade, não conseguimos nos sentir a vontade com um jogo tão “abstrato”. Mas não tenha medo de fazer errado, pois não há errado! Permita-se sonhar e embarcar nessa aventura. Permita-se sair do seu mundo e conhecer um mundo novo. Permita-se sonhar!

Fazendo isso, você verá que RPG é muito mais do que um bando de loucos com espinhas na cara, ou malucos que aparecem matando no Jornal Nacional. RPG é uma vivencia, e, acima de tudo, uma diversão (Por favor, não levem muito a sério…).

Sem mais, divirtam-se! E me chamem, mas eu ainda quero a pizza depois do jogo!

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19 Comentários leave one →
  1. 21/06/2010 00:11

    Cara, ficou muito legal a sua descrição de como começou no RPG. Como muitas coisas na vida, jogar RPG pode não ter sido uma experiência tão sensacional na primeira vez. Mas, quando damos chance para as coisas, elas podem ser MUITO melhores do que imaginávamnos.

    Lembram-se daquele prato que você experimentou uma vez e não gostou muito, mas depois experimentou de novo e agora adora? Aquele filme que não entendeu da primeira vez? Aquele romance de Machado de Assis que não gostou de ler no Ensino Médio e depois gostou na segunda lida?

    Então, dê uma chance a este incrível hobby!

    Não há nada mais divertido do que passar algum tempo com os amigos… AVENTURANDO-SE

  2. Chico "Aramís" Napolitano permalink*
    21/06/2010 23:06

    Shiro :

    Como muitas coisas na vida, jogar RPG pode não ter sido uma experiência tão sensacional na primeira vez.

    Olha o desabafo! hahaha

    Infelizmente o RPG sofre muito preconceito ainda.
    É até natural, já que usualmente a gente estranha o que é incomum.

    Resta as pessoas vencerem esse preconceito e descobrir o hobby!

    Espero que esse post ajude alguém ainda!

  3. Avastgard permalink
    22/06/2010 14:45

    Ê, primeiro post meu no blog do Anwel!

    Um colega meu me disse que uma vez tentou convencer uma conhecida dele da faculdade a jogar RPG e, segundo ele, a resposta dela foi: “RPG… Ah, não é aquele negócio que se joga no cemitério e as pessoas morrem?” Daí dá pra ter uma ideia de como nós podemos ter uma visão deturpada de várias coisas e nem nos darmos conta disso. E isso vale pra tudo, não apenas para o RPG.

  4. Avastgard permalink
    22/06/2010 14:48

    Não gostei desse Avatar esquisito que puseram pra mim não…

  5. Chico "Aramís" Napolitano permalink*
    22/06/2010 17:15

    Avastgard :

    Ê, primeiro post meu no blog do Anwel!

    Não gostei desse Avatar esquisito que puseram pra mim não…

    Primeiro de muitos espero! :D

    Pois é, foi idéia minha escolher monstros aleatórios como avatar para os usuários, achei tão legal! hehehe

  6. 22/06/2010 23:38

    Ae putaiada!

    Eu não me encaixo em nenhuma dessas alternativas, eu so liferuler mano!

    se fodam ae nerdões! uHAEUH

    Zueiras a parte, achei mto batuta o seu post…a primeira vez que “joguei” rpg foi na sexta serie eu acho…antes disso eu, o chico e o vazor brincavamos de “misterio”

    era um meio live action! AEUHUAEHAE

  7. Mariana "Aywanne" Boujadi permalink
    23/06/2010 14:54

    Achei muito legal esse post do Flávio, viu, todos temos realmente nosso lado nerd de ser, rsrsrs

    Eu sou suspeita para falar disso, lembro que desde muito pequena já passava as tardes do fim de semana jogando Hero Quest ou D&D (sim, aquele de tabuleiro) com meu irmão mais velho e meus primos.
    Jogar de vdd, acho q só a partir da oitava série, mas antes disso eu já brincava de um tipo de rpg muito louco sem sistema e sem muito sentido tbm, rsrsrs

    :)

  8. Avastgard permalink
    23/06/2010 15:45

    Mariana “Aywanne” Boujadi :
    um tipo de rpg muito louco sem sistema e sem muito sentido tbm, rsrsrs

    Defina, por favor.

  9. Mariana "Aywanne" Boujadi permalink
    23/06/2010 22:26

    Bem, eu criava a histórinha lá na escola, sem planejar nem nada, em geral nunca tinha fim, e nem sistema, era um “faz-de-conta” rpg, rsrsrs, mas era divertido(tirando as brigas diárias, que até foram o que causaram o fim da brincadeira).

  10. nara permalink
    24/06/2010 01:56

    our whooooole universe was in a hot dense state…(8)

    ta desculpa

  11. Avastgard permalink
    24/06/2010 14:46

    Mariana “Aywanne” Boujadi :
    Bem, eu criava a histórinha lá na escola, sem planejar nem nada, em geral nunca tinha fim, e nem sistema, era um “faz-de-conta” rpg, rsrsrs, mas era divertido(tirando as brigas diárias, que até foram o que causaram o fim da brincadeira).

    Eu também já cheguei a brincar de algumas coisas assim na escola (1ª, 2ª série), mas durou apenas alguns dias. Engraçado, só lembrei disso agora que você falou da sua experiência. Talvez desde aquele tempo eu já tivesse tendências RPGísticas, apesar de só ter começado a jogar aos 18 anos.

  12. Mariana "Aywanne" Boujadi permalink
    24/06/2010 16:24

    ^^
    É que marcou muito para mim, até por ser constantemente lembrada disso pelas amigas, rsrss…não sei ao certo qto tempo brincamos disso, porque memória de criança é realmente algo estranho, para mim parece que foram vários meses, mas as vezes foram só alguns dias, mas que por algum motivo se tornou muito relevante.

    =)

  13. 24/06/2010 18:08

    Mariana “Aywanne” Boujadi :
    ^^
    É que marcou muito para mim, até por ser constantemente lembrada disso pelas amigas, rsrss…não sei ao certo qto tempo brincamos disso, porque memória de criança é realmente algo estranho, para mim parece que foram vários meses, mas as vezes foram só alguns dias, mas que por algum motivo se tornou muito relevante.
    =)

    É que, para quem não sabe contar, é difícil calcular horas, dias e meses! ;D

  14. vazor permalink
    26/06/2010 20:44

    A primeira vez que joguei rpg foi numa aula horrorosa de geografia na quinta série acho… o rpg se baseava em escolher em que porta entrar, e depois descobrir a desgraça que o “narrador” ia fazer acontecer. Achava meio chato, mas era melhor do que ficar ouvindo aquela bruxa velha falando bobagens (a professora, eu ainda não era um nerd que associava tudo com rpg).

    Mas depois a experiencia com rpg ficou mais bacana, com direito a amigos de infância esfaqueando-se, tatuagens de alvo na bunda, elementais de urina, pessoas se tornando carcajus, pedaços de pizza caindo na ficha, briga para comer um sorvete cujo prazo de validade havia vencido no século anterior, cavalos batendo contra a parede a 300 kilometros por hora, várias desgraças acontecendo devido ao mesmo dado (uruca, urucubaca, macumba, poca coisa…). Enfim, o número de piadas internas é monstruoso quando se trata de um grupo de amigos que jogam rpg.

    Agora é ficar lembrando, já que a 400km de distância de mesas de rpg a chance de eu “ver” um cavalo se espatifar e virar geléia em 6 segundos é mínima. Com um cobertor para amenizar o impacto então…

  15. Chico "Aramís" Napolitano permalink*
    26/06/2010 22:20

    vazor :

    A primeira vez que joguei rpg foi numa aula horrorosa de geografia na quinta série acho…

    P E R F E I T O! – bruxa velha da 5a série

    Eu também comecei por aí. Mas eu sempre associei à 4a série, não sei porque.
    Eu lembro do famoso enredo dos nossos rpgs:

    “Você vê 2 portas. Uma possui muito ouro, pedras preciosas e etc, e a outro só um baú fechado, qual você entra?”

    Era a época que nossos rpgs tinham um cunho moralista. “Viu, sua ganância te deixou de mãos vazias, já que tudo não passava de uma ilusão”. Já na outra porta sempre que a gente abria o baú tinha 3 pedras. Cada uma de uma cor, claro.

    Provavelmente o Esopo jogava RPG também.

  16. 29/07/2010 17:54

    Veio!

    Mto bom o comentario do vazor! uHAEUHAEUHAEU

    Joga com a Camaradagem eh tru! uHAEUHAEU

  17. Lunna Mya permalink
    09/10/2010 01:31

    Me identifiquei completamente com a foto “Nerds em seu habitat natural”.
    Só faltou serem mulheres lá. xD Pq sou menina.
    Abs.

  18. Gleicy... Gleicy :( permalink
    31/10/2010 16:06

    Eu não iria comentar aqui pensando no bichinho horroroso que apareceria em meu comentário (rsrsr – Brincadeirinha),porém, depois de ver os comentário da Mari, não tinha como deixar de colocar meu testemunho.
    Lembro de jogar algumas vezes com ela esse “faz-de-conta” rpg da 7° série até o 1° Colegial. Passavamos dias montando nossas fichas (que não servia para muita coisa, já que raramente agiamos conforme as caracteristicas dos personagens)e a aventura sempre tinha um final desastroso por conta de nossa inexperiência, mas rendeu muitas gargalhadas…

    Mariana mestrando: (Blá blá blá) e vocês avistam o “bardo” Luigi, o que fazem?
    (Todos os personagens se entreolham)
    Gleicy: Nós vamos até lá e entramos.
    Mariana (???): Como assim??
    Inah (Dãã): Como assim o que? Ué, nós vamos até o BAR do Luigi, e entramos!
    O.o

  19. Chico "Aramís" Napolitano permalink*
    13/11/2010 22:37

    Essa história do bardo Luigi eu já ouvi várias vezes… hahahaha

    Merece ser mencionada no podcast sobre pérolas!

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