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Campanha em Anderton – Cena 1

18/06/2010

Hoje foi mais um dia de frio intenso.
Este outono está sendo mais gelado que o normal, o que não é um bom sinal.
Este inverno promete castigar minha aldeia mais do que o usual.

Já não bastasse a quase ausência de luz solar nessa época, o vento que vem da montanha parece cortar nossas roupas, penetrando nossos ossos. Se não fosse a pira que Gajan sustenta, ajudado pela grande quantidade de lenha que os nossos lenhadores extraem, muito provavelmente Anderton seria uma aldeia de ursos polares.

Anderton

Até que seria uma cena engraçada, pelo menos para quem mora nas cidades ensolaradas do sul ou mesmo para os ursos polares que adorariam ter os tetos das nossas casas como abrigo. Mas não é nada engraçado para quem vive em um lugar assim.

Não que eu possa reclamar, tenho muita sorte de ter nascido em uma família de pastores.
O que me deixaria como um simples camponês em qualquer outra aldeia mais ao sul, torna-me um privilegiado aqui. A lã salva vidas no inverno.

Mas nossa aldeia não sofre só com o clima. Além dos animais selvagens que habitam as redondezas, somos assaltados esporadicamente por goblins que vêem roubar nossas provisões, principalmente as ovelhas que eu luto para proteger. Eles chegam na calada da noite, e, sorrateiros como gatos, capturam com suas redes nossos animais. Mais de uma vez fiz vigília para proteger nossos rebanhos, mas o máximo que consegui fora perder algumas flechas no escuro.

Por estas e outras razões, nossa aldeia, ao contrário da maioria dos lugares, não vive exclusivamente do comércio. Se fossemos deixar a lã com preços altos para ganhar mais dinheiro, nem todo mundo poderia comprar e seria o fim de Anderton. Dessa forma, cada família se esforça para produzir algo que possa servir a eles e aos outros. O império ainda envia para gente algumas ferramentas e outros acessórios que seriam impossíveis de se conseguir ou fazer aqui, mas isso só acontece quando as estações mudam no sul, o que nos deixa a maior parte do tempo por nossa conta.

Não é fácil viver em um lugar assim, e se não fosse por Balzak e Gajan, acho que os habitantes já teriam se matado faz tempo.

Balzak é nosso líder/chefe da aldeia. Ele é bem alto e forte, e apesar de não ter uma mão, é um ótimo espadachim. Ele treina os jovens da vila que, assim como eu, usam suas habilidades em armas para sobreviver e ser útil para a vila. Balzak vive andando
com um elmo prateado. A desculpa que ele usa é que o elmo fora um presente do seu avô, mas todo mundo sabe que ele usa pra não deixar sua careca a mostra!

Gajan já é diferente. Enquanto Balzak não deve passar dos 40 anos, Gajan já deve ter quase o dobro. Ele é um velinho mirrado, mas apesar da sua aparência frágil, é uma pessoa muito sábia e respeitada na vila. É um dos únicos mágicos no raio de milhas, e ele que sustenta nossa pira, a “Ever Fire”. Além disso, é um dos poucos que foram aventureiros e voltaram. Possui ótimas histórias para quem quiser ouvir, seja uma criança ou um esquilo selvagem.

Essa é a nossa aldeia. Bom ou mal, é o lugar em que vivemos e aprendemos a amar.
Amamos nossa família, nossos amigos e também o destilado que o Yaren, nosso “taverneiro” faz. Há poucas coisas melhores que nos reunirmos em volta da Ever Fire e nos esquentarmos com o fogo e com a bebida.

A partir desse dia gelado que nascera hoje, eu e meus amigos relataremos nossas aventuras, que podem interessar a vocês ou não.

De qualquer forma, antes que eu me esqueça, meu nome é Aramis.

Próxima cena: Campanha em Anderton – Cena 2

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